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    Israel vai estabelecer limites de segurança para o Ramadã em Jerusalém

    Mês sagrado para os muçulmanos terá início em 10 de março

    Palestinos protestam no complexo que abriga a Mesquita de Al-Aqsa, após confrontos com as forças de segurança israelenses na Cidade Velha de Jerusalém.
    Palestinos protestam no complexo que abriga a Mesquita de Al-Aqsa, após confrontos com as forças de segurança israelenses na Cidade Velha de Jerusalém. Abril 15, 2022. REUTERS/Ammar Awad

    Da Reuters

    Israel permitirá orações do Ramadã na Mesquita Al Aqsa, em Jerusalém, durante o próximo mês sagrado, mas limites serão estabelecidos de acordo com as necessidades de segurança, disse o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na segunda-feira (19).

    O grupo militante Hamas, o principal inimigo de Israel na guerra de Gaza, denunciou as restrições propostas e o principal conselho islâmico palestino apelou a todos os muçulmanos para visitarem Al Aqsa de qualquer maneira.

    Al Aqsa, um dos locais mais sagrados do mundo para os muçulmanos, fica no topo de uma colina na Cidade Velha de Jerusalém, em um complexo também reverenciado pelos judeus como o local dos seus templos dos tempos bíblicos.

    As regras sobre o acesso ao local têm sido uma fonte frequente de atrito, especialmente durante as comemorações, incluindo o Ramadã, que começa este ano em 10 de março. Israel impôs restrições no passado, impedindo a entrada de fiéis mais jovens, sob a justificativa de que isso evita a violência.

    Questionado sobre a possibilidade de bloquear o acesso dos muçulmanos israelenses à Al Aqsa, o gabinete de Netanyahu disse: “O primeiro-ministro tomou uma decisão equilibrada ao permitir a liberdade de culto dentro das necessidades de segurança determinadas pelos profissionais”. Mais detalhes não foram fornecidos.

    Netanyahu está sob pressão tanto dos parceiros de extrema direita da sua coalizão, que querem restrições mais duras, como dos países da região que pressionam para manter o status quo.

    O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que lidera um partido linha-dura no governo, disse que aqueles que odeiam Israel aproveitariam o evento para mostrar apoio à liderança do Hamas e incentivar a violência.

    “A entrada de dezenas de milhares de odiadores em uma celebração da vitória no Monte do Templo é uma ameaça à segurança de Israel”, disse Ben Gvir.

    O Conselho Supremo da Fatwa, a principal assembleia islâmica palestina, fez um apelo para que “todos que puderem chegar à abençoada mesquita de Al Aqsa para viajarem até ela e protegê-la”.

    O Hamas disse que os palestinos deveriam “rejeitar esta decisão criminosa, resistir à arrogância e insolência da ocupação e mobilizar-se para permanecer firmes e fortes na Mesquita de Al Aqsa”.

    Em abril do ano passado, a polícia israelense entrou em confronto com palestinos na mesquita durante o Ramadã. Também houve distúrbios violentos no local em 2021 e 2022.