Itália decreta lockdown em quatro regiões para conter Covid-19

'Capacidade de leitos de UTI pode se esgotar em questão de semanas', disse primeiro-ministro

O Duomo de Milão, na Itália
O Duomo de Milão, na Itália Foto: Flacio Lo Scalzzo/Reuters (22.out.2020)

Gabriel Passeri, da CNN

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Depois de dizer publicamente que evitaria a implementação de um novo lockdown na Itália, o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou a restrição na Lombardia e outras três regiões nesta quarta-feira (4).

“Nossa capacidade de leitos de UTI pode se esgotar em questão de semanas. Temos que intervir”, disse Conte em entrevista coletiva para apresentar o decreto que entra em vigor na próxima sexta-feira (6). 

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A medida do governo italiano divide o país em três bandeiras (amarela, laranja e vermelha), de acordo com a situação epidemiológica de cada região. O zoneamento depende de da taxa de infecção local e da ocupação hospitalar. 

Nas regiões vermelhas, caso da Lombardia, Piemonte, Calabria e Vale de Aosta, as pessoas poderão deixar suas casas apenas para trabalhar ou para procurar atendimento médico. Bares, restaurantes e a maioria das lojas estarão fechados. As aulas do ensino médio e dos dois anos finais do ensino fundamental voltarão a ser ministradas remotamente.  

O comércio nas zonas de bandeira laranja permanecerá aberto e os cidadãos poderão circular dentro de suas cidades, caso de Apúlia e da ilha da Sicília. Entretanto, viagens intermunicipais estarão restritas nesses locais. 

As outras 20 regiões do país — incluindo Lazio, em torno da capital Roma — serão amarelas, onde não há novas restrições além das impostas em toda Itália, como toque de recolher noturno, além de cinemas, museus e academias fechados. 

Nesta quarta-feira (4), a Itália registrou 352 mortes pela Covid-19 na Itália. Ao todo, o país mediterrâneo possui 790.377 casos confirmados, 39.764 mortes e 307.378 pessoas recuperadas. 

 

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