Itália retoma restrições; premiê diz que país ‘não pode arcar’ com 2º lockdown

País começa novo plano para conter o vírus nesta segunda-feira. Com recordes diários de casos de Covid-19, alguns estabelecimentos são temporariamente fechados

De Livia Borghese, da CNN, em Roma

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Funcionário limpa a Praça Duomo, em Milão, na Itália, durante pandemia
Funcionário limpa a Praça Duomo, em Milão, na Itália, durante pandemia do novo coronavírus (31.mar.2020)
Foto: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Enquanto os casos diários do novo coronavírus batem recordes na Itália, o premiê diz que o país “não pode arcar com um segundo lockdown”. Nesta segunda-feira, o país inicia novas medidas de restrição para evitar a necessidade de um plano mais rígido de contenção do vírus.

Os casos de coronavírus na Itália aumentaram em 21.273 no domingo, segundo dados do Ministério da Saúde, um novo recorde para o país desde o início da pandemia. Um total de mais de 525.000 casos já foram confirmados ao todo.

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No domingo, mais 128 pessoas morreram com o vírus, elevando o número total de mortos na Itália para 37.338.

Existem agora 1.208 pessoas com Covid-19 nas unidades de terapia intensiva da Itália e há temor de que a letalidade diária aumente nos próximos dias.

Diante dos novos números, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, reconheceu, durante uma entrevista coletiva que anunciou novas restrições, que a “curva da epidemia está aumentando rapidamente” na Itália.

Mas Conte disse que queria evitar um bloqueio nacional como o que ele impôs em março, porque “o país não pode arcar”.

“O objetivo é claro: manter a curva de contágio sob controle, porque essa é a única maneira de controlar a pandemia sem sermos oprimidos por ela”, disse Conte em entrevista coletiva.
   

Novas medidas de restrição

Novas restrições ao coronavírus entram em vigor na Itália nesta segunda-feira (26).

Ao contrário do bloqueio nacional do país em março, nem todas as atividades econômicas e de produção são obrigadas a fechar sob o novo decreto.

As principais restrições dizem respeito a bares e restaurantes e outros serviços de alimentação. Eles devem fechar às 18 horas. hora local e não têm mais de quatro clientes por mesa. Ginásios, piscinas, teatros, cinemas, salas de concerto, salas de bingo, cassinos e centros de beleza devem fechar.

Os jardins de infância e as escolas primárias permanecerão abertos, mas para evitar o transporte público superlotado, as escolas secundárias devem realizar 75% das aulas remotamente.

“Acreditamos que no próximo mês (novembro) sofreremos um pouco, mas cerrando os dentes e enfrentando essas restrições, em dezembro voltaremos a respirar”, disse Conte.

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