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    Itamaraty troca comando de secretaria que media relações com China e Rússia

    Brasil teve episódios recentes de aritos diplomáticos com a China, principal parceria diplomática do país

    Márcia Donner Abreu
    Márcia Donner Abreu Foto: Itamaraty/ Divulgação

    Diego Freire,

    da CNN, em São Paulo

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    Em publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (5), o Ministério das Relações Exteriores promoveu uma troca mútua de funções: a diplomata Márcia Donner Abreu, então secretária de Comunicação e Cultura da pasta, foi nomeada para substituir o também diplomata Reinaldo José de Almeida Santiago no comando da Secretaria de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia.

    A nomeação de Donner foi antecipada pela CNN.

    Almeida Santiago, por sua vez, passa a ocupar o cargo anterior de Donner Abreu, e foi nomeado o novo secretário de Comunicação e Cultura do Itamaraty. O ato que promoveu as trocas foi assinado pela ministro-chefe da Casa Civil Walter Braga Netto.

    Nova responsável pelas relações bilaterais com China, Rússia e outras nações da Ásia e da Oceania, Donner Abreu ingressou na carreira diplomática em 1986 e já exerceu cargos nas embaixadas de Washington e de Pequim. Entre 2018 e 2019, foi embaixadora do Brasil no Cazaquistão.

    Já Reinaldo José de Almeida Salgado também deu início à sua trajetória no Itamaraty em 1986. Teve cargos importantes na representação brasileira no Mercosul e trabalhou nas embaixadas em Londres e em Buenos Aires, entre outras.

    Nomeações
    Foto: Reprodução

    Atritos com a China

    A Secretaria de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia engloba quatro departamentos regionais que passarão a ser subordinados a Márcia Donner Abreu: os departamentos responsáveis pela China; pela Índia e Ásia Meridional; pela Rússia e Ásia Central; e por Japão e Pacífico. 

    Nos últimos meses, episódios geraram atritos nas relações diplomáticas com a China, a maior parceria comercial do Brasil.

    Em março, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, criticou o regime chinês na condução da crise do novo coronavíus (Covid-19) – o que gerou recriminação da embaixada chinesa no Brasil.

    A embaixada do país asiático novamente se posicionou após atitudes do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Em abril, Weintraub insinuou interesses comerciais da China com a pandemia em uma postagem nas redes sociais na qual imitou o modo de fala do personagem Cebolinha, de Turma da Mônica. Dias depois, o ministro afirmou em uma live que “os chineses comem tudo o que o sol ilumina”, alegando que novos vírus podem surgir no país. 

    A embaixada chinesa considerou os atos racistas. Em depoimento para esclarecer o caso, nesta quinta, Weintraub manteve críticas ao país.

    Em outro episódio envolvendo o alto escalão do governo, trechos de uma reunião ministerial de 22 de abril, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, tiveram que ser subtraidos na divulgação das falas por conterem comentários sobre a China

    Apesar de ter se posicionado duramente nos episódios específicos, a embaixada chinesa em Brasília constantemente reafirma a boa relação entre Brasil e China e cooperação em diferentes áreas.

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