Jihad Islâmica diz que perdeu contato com unidade que mantém refém em Gaza
Israel já acusou grupo de fazer alegações semelhantes como tática de pressão; Exército disse que não vai comentar caso

A ala militar da Jihad Islâmica Palestina afirma que perdeu contato com os integrantes que mantêm refém israelense Rom Braslavski na Faixa de Gaza. O jovem de 21 anos é um soldado que foi capturado no festival de música Nova em 7 de outubro de 2023, em Israel.
Abu Hamza, porta-voz militar das Brigadas Al-Quds, disse que o contato com a unidade que mantém Braslavski refém havia sido perdido desde segunda-feira (21), após a "incursão e cerco israelense às áreas onde o prisioneiro estava detido".
"Não sabemos o destino deles até o momento", afirmou.
A CNN não pode verificar a alegação de forma independente, que é feita no momento em que Israel intensifica a ofensiva em Gaza com uma nova incursão terrestre na cidade de Deir al-Balah, no centro do território.
Esta não é a primeira vez que um grupo armado em Gaza diz ter perdido contato com reféns e seus detentores.
Autoridades israelenses já acusaram a Jihad Islâmica Palestina e o Hamas de fazer essas alegações como tática de pressão.
Em abril, as Brigadas Al-Qassam, o braço militar do Hamas, disseram terem perdido contato com os combatentes que mantinham Edan Alexander refém após um bombardeio israelense na área onde ele estava detido. Alexander foi libertado do cativeiro no mês seguinte.
Em abril, a Jihad Islâmica Palestina divulgou um vídeo de propaganda com Braslavski.
Questionadas sobre o refém, as FDI (Forças de Defesa de Israel) disseram à CNN que não comentariam o caso.
A família Braslavski pontuou em um comunicado nesta terça que exigiu uma reunião com autoridades israelenses.
"Ninguém sabe onde Rom está – nem as FDI, nem a Jihad Islâmica. A única coisa que nos disseram é que ele está sendo mantido sozinho", comentaram em um comunicado compartilhado pelo Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas.
"Queremos saber onde está nosso filho. Queremos que os responsáveis se sentem conosco e apresentem o quadro completo – não fragmentos de informação ou verdades parciais", adicionou a nota.
"Estamos destroçados e sofrendo. Exigimos respostas do nosso país", concluíram.


