Jihad Islâmica mantém mais de 30 israelenses em cativeiro, diz líder

Ziad al-Nakhala afirmou que os detidos não serão repatriados "até que todos os nossos prisioneiros sejam libertados"

Nidal Al Mughrabi e Ali Sawafta, da Reuters
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O chefe da Jihad Islâmica, Ziad al-Nakhala, disse neste domingo (8) que o grupo mantém em cativeiro mais de 30 israelenses que foram sequestrados na Faixa de Gaza desde sábado (7), depois que o grupo islâmico Hamas, classificado pelos Estados Unidos e pela União Europeia como grupo terrorista, lançou ataques sem precedentes contra Israel.

Os detidos não serão repatriados "até que todos os nossos prisioneiros sejam libertados", acrescentou al-Nakhala, referindo-se aos milhares de palestinos que estão em prisões israelenses.

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Número de mortos passa de mil

Ao menos 413 palestinos foram mortos, incluindo 78 crianças e 41 mulheres, e quase 2.300 ficaram feridos por ataques aéreos israelenses em Gaza desde sábado (7), informou neste domingo (8) o Ministério da Saúde da autoridade palestina.

Mais cedo neste domingo, o ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, informou que mais de 600 pessoas morreram no país desde o início dos ataques do Hamas.

Hamas declara guerra contra Israel: “Se você tem uma arma, é hora de usá-la”

  • Muhammad Al-Deif convocou um levante geral contra Israel em mensagem gravada neste sábado e declarou: “Se você [Israel] tem uma arma, use-a. Esta é a hora de usá-la – saia com caminhões, carros, machados. Hoje começa a melhor e mais honrosa história”.
  • O chefe do grupo islâmico disse que o ataque a Israel foi uma resposta aos ataques às mulheres, à profanação da mesquita de al-Aqsa e ao cerco de Gaza.
  • Al-Deif apelou aos povos árabes e islâmicos para que viessem à “libertação de al-Aqsa”, a mesquita em Jerusalém.