Jogador de futebol afegão morreu caindo de avião norte-americano

Um total de 12 pessoas foram mortas dentro e ao redor do Aeroporto Internacional Hamid Karzai desde que o Talibã assumiu o controle da capital

Jaide Garcia, da CNN

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Um adolescente da seleção de base de futebol do Afeganistão foi uma das vítimas que caiu do avião militar americano C-17 na segunda-feira (16), confirmou a Diretoria Geral de Corpo e Esportes do Afeganistão em um comunicado nas redes sociais na manhã desta quinta-feira.

“Com grande pesar e tristeza, obtivemos a informação de que Zaki Anwari, um dos jovens jogadores da seleção nacional, perdeu a vida em um terrível incidente”, disse o comunicado.

O post continuava dizendo que o jovem Anwari estava “se esforçando para deixar o país como centenas de outros jovens de seu país. Ele caiu do avião militar dos Estados Unidos e perdeu a vida”.

Um dia depois que o Talibã assumiu o controle da capital do Afeganistão, Cabul, no domingo, centenas de pessoas fugiram para a pista do Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul na segunda-feira, desesperadas para encontrar uma maneira de evacuar o país.

Enquanto a aeronave C-17 taxiava para a pista, várias pessoas se agarraram ao trem de pouso enquanto a aeronave ganhava velocidade. O vídeo surgiu logo após mostrar um C-17 subindo sobre Cabul e pelo menos dois corpos caindo da aeronave.

A declaração da Diretoria Geral de Corpo e Esportes do Afeganistão disse que Anwari estava entre “vários outros compatriotas que caíram no chão enquanto voavam” em busca de um “futuro melhor na América”.

“Eles morreram e foram martirizados”, dizia o post, “que sua alma descanse em paz e sua memória seja lembrada.

“A postagem incluía orações para que Anwari “recebesse uma posição elevada no céu e orasse a Deus para que conceda paciência para sua família, amigos e companheiros de esporte”.

Um total de 12 pessoas foram mortas dentro e ao redor do Aeroporto Internacional Hamid Karzai desde que o Talibã assumiu o controle da capital no domingo, informou a Reuters na quinta-feira, citando fontes da Otan e oficiais do Talibã.

 

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

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