Jovens se declaram culpados em Londres por ataque a ambulâncias judaicas

Quatro britânicos admitiram responsabilidade por incêndio criminoso contra veículos do serviço de emergência voluntário

Michael Holden, da Reuters
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Quatro jovens britânicos declararam-se culpados, nesta sexta-feira (28), em Londres, de acusações relacionadas a um ataque incendiário contra ambulâncias comunitárias em Londres — o primeiro de uma série de incidentes que tiveram como alvo a comunidade judaica da capital no início deste ano.

Hamza Iqbal, 20 anos, Rehan Khan, 19, Judex Atshatshi, 18, e Saif Ali, 18, compareceram ao tribunal e admitiram a acusação de destruir ou danificar propriedade, agindo com imprudência quanto ao risco de colocar vidas em perigo.

As acusações referem-se ao incêndio criminoso de quatro ambulâncias pertencentes ao Hatzola — um serviço de emergência voluntário judaico — em 23 de março, enquanto estavam estacionadas perto de uma sinagoga; segundo a promotoria, o prejuízo total foi de cerca de um milhão de libras (aproximadamente sete milhões de reais).

O Hatzola é um serviço de emergência voluntário sem fins lucrativos que atua em parceria com o NHS (Serviço Nacional de Saúde) do Reino Unido e atende principalmente a comunidade judaica ortodoxa.

O grupo pró-Irã HAYI (Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya) reivindicou a autoria do ataque às ambulâncias, que foi seguido por vários outros incidentes de incêndio criminoso em Londres.

Uma sinagoga e um antigo prédio de sinagoga foram alvos, assim como a organização de mídia de língua persa Iran International e um memorial dedicado a pessoas mortas no Irã.

A polícia britânica informou, na época, que investigava possíveis vínculos iranianos com esses ataques incendiários, uma vez que o HAYI também havia reivindicado a responsabilidade por alguns deles.