Justiça da Argentina ordena apreensão dos bens de Cristina Kirchner

Tribunal havia ordenado anteriormente que Kirchner e outros condenados no caso pagassem cerca de 500 milhões de dólares em indenizações

Leila Miller, da Reuters, em Buenos Aires
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Um tribunal de apelações da Argentina confirmou uma decisão de instância inferior que determina o confisco de bens da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em decorrência de uma condenação por corrupção pela qual ela cumpre pena de seis anos.

A notícia foi publicada, nesta sexta-feira (24), pelo jornal argentino La Nación e confirmada pela afiliada da CNN no país, TN.

Um tribunal havia ordenado anteriormente que Kirchner e outros condenados no caso pagassem cerca de 500 milhões de dólares em indenizações.

Os advogados de Kirchner entraram com um pedido para que a ordem fosse anulada.

Em junho passado, a Suprema Corte da Argentina baniu a ex-presidente do exercício de cargos públicos, e manteve sua condenação de 2022 à prisão por um esquema de fraude envolvendo o direcionamento de projetos de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado próximo enquanto ela era presidente.

Kirchner cumpre a sentença em prisão domiciliar, em seu apartamento em Buenos Aires, de onde continua a liderar seu partido peronista Justicialista.

Ela transferiu diversas propriedades para os filhos em um adiantamento de sua herança, de acordo com o La Nación. Entre elas estão hotéis e apartamentos no sul da Argentina.