Justiça dos EUA divulga milhões de documentos sobre Epstein

Arquivos incluem mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens; Divulgação encerra meses de tensão entre a administração americana e juízes federais

Hannah Rabinowitz, da CNN
Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein
Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein  • Patrick McMullan/Getty Images via CNN Newsource
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O Departamento de Justiça dos EUA concluiu a análise dos registros relacionados ao caso Jeffrey Epstein, magnata envolvido em um escândalo sexual, e está divulgando documentos ao longo desta sexta-feira (30).

Os arquivos, publicados gradualmente no site do Departamento, incluem mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens.

A divulgação encerra meses de tensão entre a administração americana, juízes federais e alguns legisladores sobre a forma como os documentos seriam divulgados.

O governo Trump poderá ainda fazer alterações nos arquivos, incluindo a ocultação de informações pessoais das vítimas, materiais de abuso sexual ou qualquer outro dado que possa comprometer a investigação federal em andamento.

O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, disse que a Casa Branca não tinha "nenhuma supervisão" sobre a revisão dos documentos e declarou categoricamente que não protegerá o presidente americano Donald Trump, que foi citado no caso em documentos divulgados pelos democratas.

Polêmica sobre transparência

O Departamento de Justiça tem sido constantemente acionado pelo caso Epstein desde fevereiro passado, quando Bondi afirmou que a tão falada "lista de clientes" estava em sua mesa para revisão.

Posteriormente, o Departamento declarou que Bondi se equivocou e se referia, de forma geral, a documentos do caso.

Alguns meses depois, no entanto, o Departamento de Justiça e o FBI divulgaram um memorando que confirmava que Epstein havia cometido suicídio, afirmava não haver evidências de uma lista de clientes e descumpria as promessas de Bondi de divulgar os arquivos da investigação.

O memorando provocou indignação bipartidária e acabou resultando na aprovação de uma nova lei de transparência pelo Congresso que exigia a liberação dos documentos.