Justiça dos EUA divulga nova acusação contra Maduro, esposa e filho
Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio, alegou o Departamento de Justiça na acusação

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou neste sábado (3) uma nova acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa e filho.
Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio, alegou o Departamento de Justiça na acusação.
Essa corrupção "enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos", diz a acusação.
Desde 2020, Maduro enfrenta processos nos EUA por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e outras acusações correlatas.
Investigações anteriores do governo americano alegam a existência de uma conspiração de décadas, na qual Maduro e assessores de alto escalão teriam oferecido proteção política e militar a grupos narcoterroristas.
Na época dos primeiros indiciamentos, promotores afirmaram que o líder venezuelano utilizava o tráfico de drogas como uma ferramenta estratégica contra os interesses dos Estados Unidos.
Detalhes da operação e extradição
A captura de Maduro e Flores foi confirmada pelo presidente Donald Trump, que afirmou que o casal está a bordo do navio USS Iwo Jima rumo a Nova York. A missão militar, descrita como de "velocidade impressionante", contou com o apoio da CIA e da polícia americana para rastrear e deter os alvos em Caracas.
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará a justiça americana por crimes contra o país. Com a chegada em solo americano, Maduro deve ser submetido ao sistema judicial para responder pelos mandados de prisão pendentes.
O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção, valor atualizado em agosto de 2025.
Enquanto a Justiça dos EUA prepara o julgamento, a situação política na Venezuela permanece incerta, com o governo local tendo decretado emergência nacional e a oposição monitorando uma possível transição de poder.



