Justiça nega pedido para divulgação de documentos do caso Epstein

Recusa marca o primeiro obstáculo nos esforços do Departamento de Justiça para reprimir a reação pública sobre a condução do caso

Hannah Rabinowitz e Kara Scannell, da CNN
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Uma juíza federal da Flórida negou nesta quarta-feira (23) a divulgação de documentos adicionais do grande júri da investigação criminal sobre Jeffrey Epstein.

A recusa marca o primeiro obstáculo nos esforços do governo Trump para reprimir a reação pública sobre a condução do caso.

Robin Rosenberg disse em sua decisão que, como o Departamento de Justiça havia solicitado que as evidências sigilosas fossem divulgadas devido ao "amplo interesse público" e não como parte de um processo judicial, que é o padrão geralmente aplicado pelos juízes nesses casos, suas "mãos estão atadas".

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que a procuradora-geral Pam Bondi apresentasse uma moção para a divulgação das evidências que eram secretas até então.

O ação acontece após críticas dos apoiadores de Trump ao governo pela condução do caso. O movimento MAGA (Make America Great Again) pede novas investigações, criando um distanciamento do presidente americano.

 

Porém, como o processo ainda está em sigilo, a juíza ordenou que um novo caso fosse aberto como "uma questão de interesse público".

No início do mês, o Departamento de Justiça anunciou que não havia evidências de que Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual, mantinha uma "lista de clientes" ou que ele foi assassinado.

Além disso, o departamento afirmou que não pretendia divulgar novos documentos sobre o assunto.

No entanto, após a repercussão negativa do caso, Trump anunciou que pediu à procuradoria-geral dos EUA que apresentasse todo e qualquer depoimento pertinente ao caso Epstein.

Agora, o Departamento de Justiça tem até a próxima semana para apresentar mais argumentos jurídicos que justifiquem a divulgação das transcrições.