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    Kremlin diz ter lista de ativos ocidentais para confiscar caso ativos russos sejam apreendidos

    Líderes do G7 vão avaliar, em fevereiro, manobra jurídica para confiscar dinheiro russo. Kremlin promete revidar

    Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov
    Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov 14/12/2023 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS

    Por Guy Faulconbridge e Dmitry Antonov, da Reuters

    O Kremlin advertiu ao Ocidente nesta sexta-feira (29) de que possui uma lista de ativos norte-americanos, europeus e de outros países que podem ser confiscados caso os líderes do G7 decidam apreender US$ 300 bi de dólares em reservas congeladas do Banco Central Russo.

    De acordo com fontes de bastidores, líderes do G7 discutirão uma nova teoria jurídica que, a rigor, permitiria a apreensão de ativos russos congelados. Uma reunião entre as lideranças deve acontecer em fevereiro.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que qualquer medida desse tipo por parte do Ocidente equivaleria a um “roubo”, violaria a lei internacional e prejudicaria as moedas de reserva, o sistema financeiro global e a economia mundial.

    “Será um golpe significativo para os principais parâmetros da economia internacional, prejudicará a economia internacional”, disse Peskov a repórteres.

    “Isso minará a confiança de outros países nos Estados Unidos e na União Europeia como garantidores econômicos. Portanto, tais ações estão repletas de consequências muito, muito sérias.”

    Quando perguntado se havia uma lista específica de ativos ocidentais que a Rússia poderia confiscar em retaliação, Peskov disse: “Sim, existe”.

    Ele se recusou a dizer quais ativos específicos estavam na lista.

    Depois que o presidente Vladimir Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, os EUA e seus aliados proibiram transações com o Banco Central russo e o Ministério das Finanças do país, bloqueando cerca de US$ 300 bi de dólares de ativos soberanos russos no Ocidente.

    Autoridades dos EUA e do Reino Unido trabalharam nos últimos meses para impulsionar os esforços de confiscar os ativos russos na Bélgica e em cidades europeias, e esperam que os líderes do G7 concordem em emitir uma declaração mais forte quando se reunirem em fevereiro, por volta do segundo aniversário da invasão da Ucrânia por Moscou.

    A legalidade do confisco dos ativos soberanos russos não é clara – e a Rússia tem dito repetidamente que contestará qualquer confisco nos tribunais.

    Os defensores da apreensão de ativos russos dizem que a guerra na Ucrânia é ilegal e que o dinheiro russo congelado deveria ser dado à Ucrânia para reconstrução ou mesmo para combater as forças russas.