Kremlin: Ucrânia desmilitarizada como a Áustria é compromisso possível

Referência à desmilitarização pode estar relacionada à ideia de status neutro para a Ucrânia, o que é exigido pela Rússia

Soldado atrás de barreira na cidade de Odessa, Ucrânia, em frente ao teatro da cidade
Soldado atrás de barreira na cidade de Odessa, Ucrânia, em frente ao teatro da cidade Scott Peterson/Getty Images

Reuters

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O Kremlin disse, nesta quarta-feira (16), que uma Ucrânia desmilitarizada com seu próprio exército nos moldes da Áustria ou da Suécia está sendo vista como um possível compromisso.

“Esta é uma variante que está sendo discutida e que pode realmente ser vista como um compromisso”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias RIA.

A referência à desmilitarização parecia estar relacionada à ideia de status neutro para a Ucrânia.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) prometeu à Ucrânia em 2008 que um dia o país se tornaria membro da aliança. A Rússia disse que não pode permitir que isso aconteça, e citou a questão como parte da lógica do que chama de sua “operação militar especial” na Ucrânia.

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Negociações em curso

A quarta rodada de negociações entre a Ucrânia e a Rússia foi continuada na tarde da terça-feira (15), mas novamente interrompida, com promessas de ser retomada nesta quarta.

De acordo com um representante ucraniano, o encontro foi pausado novamente após um processo “muito difícil e viscoso”. No entanto, o conselheiro presidencial e negociador da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, afirmou que “certamente há espaço para compromisso”.

As conversas entre representantes dos dois países foram classificadas como “difíceis” pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky — que ressaltou, no entanto, que a posição da Rússia estava ficando “mais realista” do momento.

As reuniões têm como foco principal alcançar um possível cessar-fogo. Nas outras rodadas de negociações, porém, nem a abertura de corredores humanitários encontrou fácil consenso.

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