Latino-americanos em Roma comentam captura de Maduro pelos EUA
Neste domingo (4), em oração na Praça de São Pedro, o Papa XIV declarou que a Venezuela deve continuar sendo um país independente

Latino-americanos presentes no Vaticano, em Roma, compartilharam opiniões sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, expressando esperança e preocupação com a operação militar.
Carla Salinas, uma turista chilena, disse à agência de notícias Reuters que a ação dos EUA era "o que todos estavam esperando".
“Eu vivo em um país que também está envolvido nesse problema, porque muitos imigrantes venezuelanos chegaram lá. Eles estão sofrendo muito, têm famílias em casa e, honestamente, isso pode ser um avanço, uma alegria para os venezuelanos e para a América do Sul em geral”, compartilhou.
Enquanto isso, a peruana Narda Olivari afirmou estar “feliz, porque finalmente nossos irmãos e irmãs venezuelanos terão outro líder justo, não um ditador como (Maduro), como todos sabem”.
Mas Olivari também falou que a “incomoda” o fato de o presidente dos EUA, Donald Trump, “estar se intrometendo onde não deveria, porque está interferindo onde não foi solicitado”.
“No fim das contas, acho que ele também quer dominar toda a América do Sul. Ele tem muitos interesses: água, petróleo”, continuou.
A turista mexicana Maria Gutiérrez Cortez também chamou Maduro de "ditador", dizendo à Reuters que acredita que ele é um "presidente ilegítimo que trapaceou e está causando grande sofrimento ao povo venezuelano".
O papa Leão XIV, que criticou algumas das políticas de direita de Trump, em dezembro havia pedido para o presidente americano não depor Maduro usando a força militar.
Neste domingo (4), em oração na Praça de São Pedro, ele declarou aos fiéis que "não devemos demorar para superar a violência e a trilhar os caminhos da justiça e da paz, garantindo a soberania do país", defendendo que a Venezuela continue sendo um país independente.
"O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração", ressaltou o pontífice.



