Lavrov discute programa nuclear do Irã com chanceler do país
Chanceler russo reforçou o apoio de Moscou ao que chamou de "direitos legítimos do Irã"

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discutiu o programa nuclear do Irã com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, nesta sexta-feira (20), por meio de seu canal no aplicativo de mensagens Telegram.
Segundo o comunicado, os ministros também discutiram as recentes reuniões entre os Estados Unidos e o Irã realizadas em Genebra.
Durante a conversa, Lavrov voltou a falar que a Rússia "apoia um processo de negociação que vise encontrar soluções políticas e diplomáticas justas, respeitando integralmente os direitos legítimos do Irã, em conformidade com os princípios do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares".
O Irã e os EUA concordaram, durante as negociações, na terça-feira (17), com os “princípios orientadores” para os encontros, mas ainda há muito trabalho a ser feito, afirmou Araghchi após a reunião.
O principal diplomata de Teerã disse que as conversas indiretas com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, foram mais “sérias” do que a rodada anterior, realizada no início deste mês no Omã, descrevendo-as como “positivas”, mas alertando que um acordo não será alcançado “rapidamente”.
Uma autoridade americana disse à agência de notícias Reuters que Teerã deve submeter uma proposta por escrito sobre como superar o impasse com Washington após a conversa.
Um funcionário dos EUA disse após a reunião que “houve progresso, mas ainda há muitos detalhes a serem discutidos.”
Apesar das negociações em curso, a Casa Branca foi informada de que as forças armadas dos EUA poderiam estar prontas para um ataque até o fim de semana, após o aumento recente da presença aérea e naval no Oriente Médio, disseram fontes familiarizadas com o assunto à CNN.
Em meio à ameaça de guerra, o Irã passou os últimos meses reparando instalações de mísseis importantes e bases aéreas gravemente danificadas, ao mesmo tempo em que continuou a ocultar seu programa nuclear.
O país nomeou veteranos de guerra para suas estruturas de segurança nacional, realizou exercícios militares marítimos no Golfo Pérsico e lançou uma intensa repressão à dissidência interna.


