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    Letra cursiva volta a ser exigida nas escolas da Califórnia

    Caligrafia foi deixada de lado na era da informática

    Uma geração de crianças que aprenderam a escrever com os polegares agora está indo para a 'velha escola' na Califórnia
    Uma geração de crianças que aprenderam a escrever com os polegares agora está indo para a 'velha escola' na Califórnia Pamela Keller, professora da Orangethorpe Elementary School, ensina escrita cursiva aos alunos, em Fullerton, Califórnia, EUA, 23 de janeiro de 2024. REUTERS/Mike Blake

    Daniel Trottada Reuters

    Uma geração de crianças que aprendeu a escrever nas telas está retornando à escola dos velhos tempos.

    A partir deste ano, os alunos do ensino fundamental da Califórnia serão obrigados a aprender a caligrafia cursiva, depois que a habilidade saiu de moda na era da informática.

    A Lei Estadual 446, patrocinada pela ex-professora do ensino fundamental Sharon Quirk-Silva e sancionada em outubro, exige instrução de caligrafia para os 2,6 milhões de californianos da primeira à sexta série, com idades entre 6 e 12 anos, e aulas cursivas para as séries “apropriadas” – que geralmente são consideradas a partir da terceira série e superiores.

    Especialistas dizem que aprender a letra cursiva melhora o desenvolvimento cognitivo, a compreensão da leitura e as habilidades motoras finas, entre outros benefícios.

    Alguns educadores também consideram importante ensinar as crianças a ler documentos históricos e cartas familiares de gerações passadas.

    Na Orangethorpe Elementary School, em Fullerton, cerca de 50 quilômetros a sudeste de Los Angeles, a professora Pamela Keller disse que já ensinava letra cursiva antes de a lei entrar em vigor, em 1º de janeiro.

    Algumas crianças reclamam da dificuldade, para a qual Keller tem uma resposta pronta.

    “Nós dizemos a eles, bem, isso vai deixar você mais inteligente, vai fazer algumas conexões em seu cérebro e vai ajudá-lo a passar para o próximo nível. E então eles ficam entusiasmados porque os alunos querem ser mais inteligentes. Eles querem aprender”, disse Keller.