Líbano afirma que 40 morreram em ataques de Israel ao país, diz ministério

Número diz respeito aos ataques de Israel na região nos últimos dois dias

Maya Gebeily, da Reuters
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Pelo menos 40 pessoas foram mortas e 246 ficaram feridas nos ataques israelenses ao Líbano na segunda (2) e terça-feira (3), disse um porta-voz do Ministério da Saúde do Líbano.

O porta-voz afirmou que o número de 52 mortos divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira foi um erro técnico.

Israel realizou uma ofensiva no Líbano contra grupo militante Hezbollah.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) mantêm cinco posições no sul do Líbano há meses, utilizando-as para monitorar a área fronteiriça entre os dois países, segundo a CNN Internacional.

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "autorizaram as Forças de Defesa de Israel a avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, a fim de prevenir ataques contra comunidades israelenses na fronteira".

Em uma coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Tenente-Coronel Nadav Shoshani, enfatizou que a medida não representa o início de uma grande invasão terrestre no Líbano.

“Nossa presença se limita à área fronteiriça imediata, em postura defensiva, para prevenir ataques contra civis israelenses e garantir a segurança de pontos estratégicos importantes”, disse Shoshani. “Não se trata de uma manobra ou de uma operação em larga escala — é uma medida tática para garantir a segurança e impedir tentativas de infiltração.”

Ele também prometeu que Israel não seria forçado, mais uma vez, a evacuar os moradores que vivem ao longo da fronteira com o Líbano. Quando o Hezbollah começou a disparar foguetes e drones contra o norte de Israel em outubro de 2023, Israel evacuou aproximadamente 60.000 pessoas de suas casas.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

*Com informações da CNN Internacional