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    Líbano proíbe “Barbie” e alega que filme “promove a homossexualidade e a transformação sexual”

    Decisão foi tomada pelo ministro da cultura Mohammad Mortada na quarta-feira (9) e deve ser aplicada pela agência de segurança geral

    Mohammad Mortada, ministro da cultura do Líbano, disse que o filme "promove a homossexualidade e a transformação sexual" e "contradiz os valores de fé e moralidade"
    Mohammad Mortada, ministro da cultura do Líbano, disse que o filme "promove a homossexualidade e a transformação sexual" e "contradiz os valores de fé e moralidade" Warner Bros. Pictures

    Rafael Farias Teixeiracolaboração para a CNN

    São Paulo

    Segundo a agência de notícias “Reuters”, Mohammad Mortada, ministro da cultura do Líbano, decidiu proibir o filme “Barbie” dos cinemas do país nesta quarta-feira (9).

    A declaração de Mortada disse que o filme “promove a homossexualidade e a transformação sexual” e “contradiz os valores de fé e moralidade” ao diminuir a importância da unidade familiar.

    Em vista da decisão de Mortada, o ministro do interior, Bassam Mawlawi pediu ao comitê de censura da Segurança Geral, que depende do Ministério do Interior e é tradicionalmente responsável pelas decisões de censura, para revisar o filme e dar sua recomendação.

    O ministro é apoiado pelo poderoso grupo armado muçulmano xiita Hezbollah, cujo chefe, Hassan Nasrallah, intensificou seu discurso anti-LGBTQIA+, dizendo que a comunidade representa um “perigo iminente” para o Líbano e deve ser “confrontado”.

    Segundo a agência de notícias, na terça-feira (8), o gabinete do Líbano pediu para os cidadãos “se apegarem” aos valores familiares após uma reunião com o principal clérigo cristão do país, o patriarca Bechara Boutros al-Rahi, chefe da igreja maronita, embora não tenha mencionado especificamente a comunidade LGBTQIA+.

    Ayman Mhanna, diretor executivo da fundação cívica sem fins lucrativos Samir Kassir Foundation, afirmou, em entrevista a Reuters que a ação de Mortada faz parte de uma campanha mais ampla que reúne o Hezbollah, a extrema direita cristã, e outros líderes religiosos importantes em uma campanha focada contra pessoas LGBT.

    Apesar de o Líbano ter sido o primeiro país árabe a realizar uma semana do orgulho gay em 2017, as tensões sobre o tema têm aumentado.

    Segundo a “Reuters”, no ano passado, Mawlawi tomou a decisão de proibir eventos “promovendo a perversão sexual” no Líbano, o que muitos compreenderam como se referindo a reuniões “LGBT-friendly”.

    Em um discurso no mês passado, Nasrallah pediu às autoridades libanesas que tomem medidas contra os materiais que ele considera promover a homossexualidade, inclusive “banindo-os”, afirmando que a homossexualidade representa um “perigo iminente” para o Líbano e deve ser “confrontada”