Liderança iraniana exalta a “unidade de ferro” após críticas de Trump
Presidente dos EUA espera proposta unificada do irã para o fim da guerra, citando 'duros' e 'moderados'

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, emitiram declarações idênticas exaltando a unidade do país após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na quinta-feira (23) que a liderança iraniana estava dividida por brigas internas.
“O Irã está tendo muita dificuldade para descobrir quem é o seu líder! Eles simplesmente não sabem! A briga entre os 'duros', que estão perdendo FEIO no campo de batalha, e os 'moderados', que na verdade não são moderados (mas estão ganhando respeito!), é LOUCA!” Trump postou no Truth Social, enquanto dizia que estava aguardando uma proposta “unificada” do Irã para acabar com a guerra.
Pezeshkian e Ghalibaf pareceram responder com uma mensagem uniforme em postagens separadas no X.
“No Irã, não existem radicais ou moderados”, escreveram.
“Somos todos 'iranianos' e 'revolucionários', e com a unidade de ferro da nação e do governo, com total obediência ao Líder Supremo da Revolução, faremos o agressor criminoso se arrepender de suas ações”, disseram os dois oficiais.
O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?
Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.
A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.
Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz.
Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.
Enquanto isso, o cessar-fogo de duas semanas segue em vigor na região do Oriente Médio, com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa.



