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    Líderes africanos visitarão Rússia e Ucrânia para costurar acordo de paz

    Comitiva elaborou documento em que propõe "medidas de construção de confiança" aos dois países para que interrompam o conflito, como retirada de tropas russas e o alívio de sanções impostas a Moscou por EUA e União Europeia

    Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa responde a perguntas no parlamento na Cidade do Cabo, África do Sul
    Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa responde a perguntas no parlamento na Cidade do Cabo, África do Sul 11/05/2023REUTERS/Esa Alexander

    Da Reuters Johanesburgo

    Líderes africanos podem propor uma série de “medidas de construção de confiança” durante seus esforços iniciais para mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, de acordo com o esboço de um documento visto pela Reuters nesta quinta-feira (15).

    O presidente do Senegal, Macky Sall, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, encabeçam uma delegação que inclui líderes da Zâmbia, de Comores e o primeiro-ministro do Egito, que viajará para Kiev na sexta-feira (16) e São Petersburgo no sábado (17).

    Espera-se que eles se encontrem com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o presidente russo, Vladimir Putin.

    O documento, que não foi tornado público, enumera uma série de medidas que podem ser propostas pelos líderes africanos como parte da primeira fase do envolvimento dos líderes com as partes em conflito.

    Essas medidas podem incluir a retirada das tropas russas, a remoção de armas nucleares táticas de Belarus, a suspensão de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional contra Putin e o alívio de sanções.

    A lista também inclui um “acordo incondicional de grãos e fertilizantes”.

    Os países africanos têm sido duramente atingidos pelas consequências da guerra, que interrompeu o abastecimento de grãos e outros alimentos, agravou a inflação dos preços dos alimentos e piorou as crises alimentares existentes no continente.