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    Líderes da UE negociam cargos do bloco com lista de nomes praticamente definida

    Ursula von der Leyen deve manter indicação à liderança da Comissão Europeia

    Ursula von der Leyen em Bruxelas
    Ursula von der Leyen em Bruxelas 9/6/2024 REUTERS/Piroschka van de Wouw

    Philip Blenkinsopda Reuters Bruxelas

    Os líderes da União Europeia debaterão suas metas para os próximos cinco anos, desde a defesa até a economia, e quem deve ocupar os principais cargos do bloco quando se reunirem em Bruxelas nesta segunda-feira (17).

    A reunião informal será o primeiro encontro de líderes desde as eleições para o Parlamento Europeu, que se mostrou positiva para a centro-direita e os nacionalistas, mas humilhante para o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

    Os líderes devem discutir quem serão os próximos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, além do chefe de política externa. Mas parece que os nomes já estão definidos.

    Ursula von der Leyen está em posição privilegiada para garantir um segundo mandato como chefe do executivo da UE, impulsionada pelas vitórias de seu Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita.

    Treze dos 27 líderes da UE são de partidos pertencentes ao PPE. Com o apoio de França e Alemanha, ela terá a maioria qualificada necessária para ser nomeada.

    A França já havia considerado alternativas a Von der Leyen, mas com a eleição parlamentar convocada por Macron para 30 de junho, o governo agora prefere a estabilidade na UE.

    O ex-premiê de Portugal, António Costa, deve se tornar o próximo presidente do Conselho Europeu, o que faria com que o socialista presidisse as cúpulas a partir de dezembro.

    A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, está próxima de ser nomeada como a principal representante de política externa, garantindo uma distribuição geográfica e política equilibrada dos cargos em todo o bloco.

    Os líderes devem confirmar suas escolhas em uma cúpula da UE nos dias 27 e 28 de junho. Von der Leyen ainda precisará do apoio do Parlamento Europeu, que votará em sua primeira sessão em 16 de julho.