Líderes dos EUA dizem que povo iraniano deve "manter-se discreto" até agir
Secretário de defesa dos EUA diz que povo deve esperar o momento certo para se rebelar contra o governo

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reiterou nesta quinta-feira (5) que o povo iraniano não deve protestar em meio à campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irã, mas disse que "chegará um momento" em que o presidente Donald Trump ou o povo iraniano determinarão que "é a hora de aproveitar essa vantagem" e se rebelar contra o governo.
“Ninguém fez mais do que o presidente Trump para reabrir a oportunidade para aqueles que desejam um Irã livre”, disse Hegseth na sede do Comando Central dos EUA, na Flórida.
“Em última análise, é uma questão de bom senso, como ele mesmo disse inicialmente: não saiam às ruas para protestar enquanto bombas estão caindo dentro de Teerã e em outros lugares. Portanto, chegará o momento em que ele determinará, ou eles determinarão, que é a hora de aproveitar essa vantagem.”
“Mas há muitas coisas que estamos fazendo, e que os militares israelenses também estão fazendo, visitando aqueles que estão atacando os manifestantes”, acrescentou. “Quanto mais você faz isso, e quanto mais você mina a vontade e a capacidade deles, mais você cria oportunidades para que as pessoas se manifestem com coragem.”
O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, fez coro com Hegseth e Trump, afirmando que o povo iraniano deveria permanecer em suas casas e “ficar fora do caminho”.
“Há muita capacidade militar dos EUA e de Israel chegando, estamos atingindo muitos alvos, o melhor para eles agora é simplesmente se manterem discretos”, disse Cooper.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".


