
Lula agradece apoio de Von der Leyen após acordo na COP30
União Europeia concordou em não obstruir um acordo na Conferência do Clima; presidente da Comissão Europeia disse trabalhar para "garantir resultado positivo"

O presidente Lula agradeceu neste sábado (22) à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após as delegações terem chegado a um acordo na COP30.
Lula está em Joanesburgo, África do Sul, para participar da cúpula do G20. O chefe do Executivo brasileiro foi às redes sociais depois que a União Europeia concordou em não obstruir um acordo na Conferência do Clima.
"Para superar os desafios que nosso planeta enfrenta, precisamos agir juntos, e em benefício de todos. Obrigado pelo apoio, Ursula von der Leyen", disse o presidente brasileiro.
Mais cedo, Von der Leyen também foi às redes sociais para enaltecer o trabalho realizado na 30ª Conferência do Clima em Belém, no Pará.
"Trabalhando arduamente para garantir um resultado positivo da COP30 no Brasil. À margem do G20, trabalhamos para cruzar a linha de chegada com um resultado bem-sucedido. Um resultado que esteja à altura da magnitude dos desafios que nosso planeta enfrenta. Queremos que Belém seja um sucesso. Estamos com vocês", afirmou.
Acordo
A COP30 divulgou neste sábado (22) o conjunto de decisões finais que será levado à plenária de encerramento.
O balanço mostra que o “mapa do caminho” para a transição fora dos combustíveis fósseis, apresentado pelo Brasil e apoiado por mais de 80 países, não entrou no texto principal da Conferência. A proposta enfrentou forte resistência de produtores de petróleo, especialmente a Arábia Saudita.
A presidência brasileira deve lançar o roadmap como iniciativa própria, fora da decisão consensual. Além disso, um texto paralelo sobre fósseis será formalmente anunciado, conforme antecipado pela CNN Brasil na noite de sexta-feira.
No financiamento, os países aprovaram a estrutura que guiará a próxima etapa das negociações rumo ao novo objetivo coletivo de financiamento climático para depois de 2025, com reforço à trajetória que mira chegar a US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para países em desenvolvimento.
A decisão também confirma o compromisso de triplicar o financiamento de adaptação até 2035, fortalecendo pedidos antigos de países vulneráveis. O pacote inclui ainda a criação de um programa de trabalho de dois anos sobre finanças climáticas e um ciclo de avaliações ministeriais periódicas.


