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    Lula defende cessar-fogo entre Israel e Hamas e apela por segurança de crianças em meio à “insanidade da guerra”

    Em carta ao secretário-geral da ONU e comunidade internacional, presidente disse que "crianças jamais poderiam ser feitas de reféns, não importa em que lugar do mundo"

    Lula discursa na Assembleia Geral da ONU
    Lula discursa na Assembleia Geral da ONU 19/9/2023 REUTERS/Mike Segar

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta quarta-feira (11), uma carta aberta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e à comunidade internacional no qual apela pelo fim do conflito entre Israel e Hamas em defesa das crianças palestinas e israelenses.

    “Quero fazer um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e à comunidade internacional para que, juntos e com urgência, lancemos mão de todos os recursos para pôr fim à mais grave violação aos direitos humanos no conflito no Oriente Médio”, escreveu Lula.

    Veja também: Governo brasileiro teme que entrada do Hezbollah agrave conflito em Israel

    O presidente disse que “crianças jamais poderiam ser feitas de reféns, não importa em que lugar do mundo”.

    Na carta aberta publicada em suas redes sociais, Lula cobrou ações tanto do Hamas quanto de Israel: “É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses que foram sequestradas de suas famílias. É preciso que Israel cesse o bombardeio para que as crianças palestinas e suas mães deixem a Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito.”

    “É preciso que haja um mínimo de humanidade na insanidade da guerra”, completou.

    Lula disse que considera “urgente” uma “intervenção humanitária internacional” e um “cessar-fogo em defesa das crianças israelenses e palestinas”.

    “O Brasil, na presidência provisória do Conselho de Segurança da ONU, se juntará aos esforços para que cesse de imediato e em definitivo o conflito. E continuará trabalhando pela promoção da paz e em defesa dos direitos humanos no mundo”, concluiu o presidente.

    Crianças foram mortas em kibutz de Israel, dizem Forças de Defesa do país

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram à CNN que mulheres, crianças, bebês e idosos foram “brutalmente massacrados à maneira do Estado Islâmico”.

    Kfar Aza é um dos vários kibutzim, pequenos enclaves agrícolas, que sofreram o impacto do ataque terrestre do Hamas no sábado (7).

    Vários kibutzim e cidades foram alvos, incluindo Kfar Aza, Be’eri, Ofakim, Sderot, Yad Mordechai, Yated, Kissufim e Urim. Jovens em um festival de música realizado no deserto fora de Be’eri também foram baleados e tomados como reféns.

    Pelo menos 1.200 pessoas morreram em Israel desde que o conflito começou, disse o porta-voz das FDI, tenente-coronel Jonathan Conricus, em uma atualização na manhã desta quarta-feira (11).

    Ao menos 260 crianças palestinas mortas em Gaza

    De acordo com o Ministério da Saúde palestino, na manhã desta quarta-feira (11), ao menos 1.055 pessoas já foram mortas na Faixa de Gaza na contraofensiva lançada por Israel após o ataque do Hamas.

    Além disso, 5.184 pessoas ficaram feridas com os ataques aéreos.

    O Ministério da Saúde, na terça-feira (10), havia reportado que, entre os mortos, estão ao menos 260 crianças palestinas e 230 mulheres.

    A atualização dos dados de mortos e feridos vem sendo prejudicada pelas interrupções no serviço de internet em Gaza.