Lula encontra presidente dos Emirados Árabes após viagem à Coreia do Sul
Reunião em Abu Dhabi é a última após passagem pela Índia e Coreia do Sul na busca de ampliar frentes comerciais e influência geopolítica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sua Alteza xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, nesta terça-feira (24), no Aeroporto Internacional de Abu Dhabi.
"Examinamos o aprofundamento da parceria estratégica entre nossos dois países. Em particular, a cooperação nas áreas de comércio e investimentos. Reiteramos nosso interesse em concluir com rapidez as negociações do Acordo MERCOSUL - EAU para o estabelecimento de uma Parceria Econômica Abrangente", escreveu Lula nas redes sociais.
Mantive reunião de trabalho com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sua Alteza Xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, na tarde desta terça-feira (24/2), em Abu Dhabi.
Examinamos o aprofundamento da parceria estratégica entre nossos dois países. Em particular, a cooperação nas… pic.twitter.com/x6a1igZ3YC
— Lula (@LulaOficial) February 24, 2026
O encontro aconteceu durante a viagem de retorno do presidente ao Brasil. O roteiro começou pela Índia, na semana passada, onde o brasileiro esteve a convite do primeiro-ministro Narendra Modi e participou da Cúpula de Inteligência Artificial.
Em seguida, Lula e a primeira-dama, Janja, foram para a Coreia do Sul. A reunião em Abu Dhabi foi a última parada para reuniões antes da volta a Brasília.
Lula afirmou que reforçou a importância da participação do país no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado na COP-30, e convidou o presidente para visitar o Brasil ainda em 2026.
"Também trocamos opiniões sobre os desenvolvimentos regionais e internacionais de interesse mútuo, bem como sobre os esforços conjuntos para apoiar a paz e a estabilidade no Oriente Médio e globalmente", destacou o presidente brasileiro.
A passagem pelos três países é tratada pelo governo como uma estratégia para reposicionar o Brasil no cenário internacional e ampliar frentes comerciais em um momento de instabilidade geopolítica, reorganização das cadeias produtivas globais e disputa por tecnologia e recursos naturais.
Mas, além da agenda diplomática, a viagem tem forte componente econômico. O Planalto busca usar o peso político da visita presidencial para impulsionar negociações comerciais e industriais, ampliar o acordo de preferências tarifárias e reforçar a presença brasileira em cadeias globais de valor ligadas a minerais críticos, tecnologia e alimentos.


