Europa deve ser representada em negociações com a Rússia, diz Macron

Sugestão do líder francês ressaltou que a segurança da Ucrânia e de todos os países da Europa deve ter garantias

Kevin Liptak, da CNN
Presidente da França, Emmanuel Macron, durante coletiva de imprensa, em Paris
Presidente da França, Emmanuel Macron, durante coletiva de imprensa, em Paris  • 05/06/2025CHRISTOPHE PETIT TESSON/Pool via REUTERS
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Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, caminha para uma reunião tripartite entre ele, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o presidente francês Emmanuel Macron sugeriu incluir um líder europeu à mesa. 

"Acho que, como acompanhamento, provavelmente precisaríamos de uma reunião quadrilateral. Porque quando falamos de garantias de segurança, falamos de toda a segurança do continente europeu", disse ele.

Neste momento, parece improvável que Trump aceite essa ideia, pelo menos no curto prazo, enquanto trabalha para acabar com a guerra.

Mas o argumento de Macron ressalta o quanto está em jogo não apenas para a Ucrânia nas negociações de hoje, mas também para o resto da Europa.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares. Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.