Maduro disse ao chefe da ONU que ameaças dos EUA afetam paz regional
Ditador da Venezuela classificou como "inaceitável" comentário de Donald Trump de que venezuelanos devem devolver "o petróleo, as terras e outros ativos que nos roubaram"

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, conversou com o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta quarta-feira (17), e o alertou sobre o impacto que as ameaças dos Estados Unidos podem ter para paz regional, segundo o regime venezuelano.
Maduro classificou como "inaceitável" o comentário de Donald Trump de que a Venezuela deve devolver aos EUA "o petróleo, as terras e outros ativos que nos roubaram".
"O presidente Maduro enfatizou que tais declarações devem ser categoricamente rejeitadas pelo sistema das Nações Unidas, pois constituem uma ameaça direta à soberania, ao direito internacional e à paz", afirmou o regime venezuelano em comunicado.
Maduro disse que as recentes ações dos EUA contra a Venezuela fazem parte de uma "diplomacia da barbárie", que, segundo ele, contraria a coexistência internacional.
O gabinete de António Guterres confirmou a conversa por telefone com Maduro.
O chefe da ONU “reafirmou a posição das Nações Unidas sobre a necessidade de os Estados-membros respeitarem o direito internacional, em particular a Carta das Nações Unidas, exercerem moderação e reduzirem as tensões para preservar a estabilidade regional”.
Anteriormente, Farhan Haq, porta-voz da ONU, pontuou a jornalistas que Guterres está focado em evitar qualquer escalada entre os EUA e a Venezuela.
“É claro que, como sempre, ele acredita que qualquer divergência deve ser resolvida por meios pacíficos”, ressaltou Haq.
O porta-voz também foi questionado se o anúncio de bloqueio contra os petroleiros sancionados que transitam pela Venezuela violava o direito internacional.
“Acho que estamos analisando quais são as leis aplicáveis neste momento e estamos estudando a situação, mas certamente as partes devem respeitar a Carta da ONU, e você pode ler a Carta por si mesmo e ver o que isso implica”, respondeu Haq.
*Hira Humayun, da CNN, contribuiu para esta reportagem


