Mais de 800 pessoas foram executadas no Irã em 2025, diz escritório da ONU

Só em julho foram 110 execuções, mais que o dobro que o registrado no mesmo mês no ano passado

Da Reuters
Bandeira do Irã na sede da AIEA em Viena  • REUTERS/Lisa Leutner
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Autoridades iranianas executaram pelo menos 841 pessoas até agora em 2025, informou o escritório de direitos humanos das Nações Unidas na sexta-feira (29).

Cento e dez pessoas foram executadas em julho, mais que o dobro do número de pessoas executadas no mesmo mês do ano passado, segundo a agência de direitos humanos da ONU. Entre elas, mulheres, cidadãos afegãos e minorias étnicas, como cidadãos balúchis, curdos e árabes.

"O alto número de execuções indica um padrão sistemático de uso da pena de morte como ferramenta de intimidação estatal, com ataques desproporcionais a minorias étnicas e migrantes", disse a porta-voz do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, a repórteres em Genebra.

O Irã ignorou diversos apelos para se juntar ao movimento mundial pela abolição da pena de morte, disse Shamdasani.

Onze pessoas enfrentam atualmente execução iminente, seis das quais são acusadas de "rebelião armada", informou o ACNUDH. Outras cinco enfrentam a pena de morte por sua participação nos protestos de 2022.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, pediu ao Irã que suspenda temporariamente a execução da pena de morte como um passo em direção à abolição completa do uso da pena capital.