Manifestantes em apoio aos protestos do Irã se reúnem ao redor do mundo
Centenas de pessoas marcharam na Europa e na Austrália em solidariedade aos iranianos
Centenas de pessoas se reuniram na Europa e na Austrália em solidariedade aos protestos antigovernamentais no Irã. Neste domingo (11), um grupo de mulheres iranianas protestaram em Londres, na Inglaterra, com cartazes que iam contra o regime do país.
Aproximadamente 100 pessoas participaram do protesto em frente à Downing Street, residência do primeiro-ministro britânico.

Em Paris, na França, cerca de 500 manifestantes marcharam até a Praça do Trocadero, em frente à Torre Eiffel, pedindo a mudança de regime no Irã.
Muitos carregavam cartazes com os dizeres "Irã Livre" e um manifestante queimou uma foto do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Já na Holanda, os manifestantes se reuniram na cidade de Haia, hasteando bandeiras e imagens de Reza Pahlavi, filho exilado do falecido xá do Irã.
Ele se posicionou como uma alternativa viável ao regime governante, declarando apoio aos protestos e fazendo apelos diretos por uma ação coordenada em todo o país.

Os protestos no Irã começaram como manifestações nos bazares de Teerã, capital do país, contra a inflação desenfreada, mas se espalharam para outras regiões e se transformaram em manifestações gerais contra o regime.
As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.
A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado — o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.
Os protestos já deixaram mais de 500 mortos, segundo informações de um grupo de direitos humanos divulgadas neste domingo (11).
Teerã ameaçou atacar bases militares americanas caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra suas ameaças de intervir em favor dos manifestantes.


