Manifestantes entram em confronto com a polícia na França
Cerca de 80 mil policiais e gendarmes foram mobilizados ao longo do dia, incluindo tropas de choque, drones e veículos blindados
Centenas de milhares de pessoas participaram de protestos antiausteridade em toda a França nesta quinta-feira (18), informaram sindicatos.
Eles pedem que o presidente Emmanuel Macron e seu novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, abandonem os iminentes cortes orçamentários.
Professores, maquinistas, farmacêuticos e funcionários de hospitais estavam entre os que entraram em greve como parte dos protestos, enquanto adolescentes bloquearam dezenas de escolas de ensino médio por horas.
Os manifestantes pediram o cancelamento dos planos fiscais do governo anterior, mais gastos com serviços públicos, impostos mais altos para os ricos e o que o governo voltasse atrás de uma mudança impopular que obrigava as pessoas a trabalharem mais para conseguir aposentadoria.
Confronto com a polícia
Em Paris, a polícia lançou gás lacrimogêneo para dispersar agitadores vestidos de preto que atiraram alguns projéteis contra eles antes do protesto, permitindo que a marcha prosseguisse.
As autoridades informaram que também agiram para impedir que pessoas atacassem um banco.
Também houve breves confrontos à margem de alguns dos protestos, incluindo em Nantes, com a polícia disparou gás lacrimogêneo, e em Lyon, onde a mídia francesa informou que três pessoas ficaram feridas.
Ao menos 140 pessoas foram presas, informou o Ministério do Interior.
Cerca de 80 mil policiais e gendarmes foram mobilizados ao longo do dia, incluindo tropas de choque, drones e veículos blindados.


