María Corina diz que há planos e equipes prontos para Venezuela pós-Maduro

Líder da oposição afirmou que tem trabalhado com os Estados Unidos e outros governos da América Latina e Europa

Da CNN Brasil
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María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e ganhadora do prêmio Nobel da Paz, afirmou que há planos e equipes prontas para assumir o controle da Venezuela assim que o ditador Nicolás Maduro deixar o poder -- e em um cenário em que isso ocorra.

"Temos trabalhado arduamente não só com o governo dos Estados Unidos, mas também com outros governos da América Latina e da Europa, explicando detalhadamente como estamos preparados para as primeiras 100 horas e os próximos 100 dias em um país que enfrenta uma crise multidimensional", comentou Machado em uma coletiva de imprensa em Oslo, na Noruega.

"Quero assegurar-lhes que profissionais muito talentosos, experientes e honestos, tanto da Venezuela quanto do exterior, estão trabalhando juntos e que temos os planos e as equipes prontos para assumir o controle desde o primeiro dia", adicionou em outro ponto.

Machado destacou que a Venezuela enfrenta diversas crises, incluindo humanitária, financeira, de serviços públicos e segurança.

"É um campo amplo [de crises], um desafio que o presidente Edmundo González e sua equipe têm pela frente", comentou. A oposição venezuelana afirma que González é o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024.

Ele está na Espanha, onde pediu asilo. Seus aliados dizem ter tido acesso às atas eleitorais -- que nunca foram divulgadas pelas autoridades venezuelanas --, que mostrariam que Maduro foi derrotado.

María Corina Machado estava escondida na Venezuela e deixou o país com auxílio dos EUA. Ela foi até Oslo para receber o prêmio Nobel da Paz, mas não chegou a tempo da cerimônia.

Ainda assim, ela garantiu que voltará ao país sul-americano, com ou sem Maduro no poder.

Regime Maduro está enfraquecido, diz Machado

Em outro momento da coletiva, Machado pontuou que as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, foram “decisivas” para enfraquecer o regime de Nicolás Maduro.

Acredito que todo país tem o direito de se defender e, no nosso caso, acredito que as ações do presidente Trump foram decisivas para chegarmos ao ponto em que estamos agora, em que o regime está mais fraco do que nunca”, disse.

“Agora, eles começam a entender que a situação é séria e que o mundo está realmente observando”, completou.