"Mataram manifestantes, são animais", diz Trump ao negar crimes de guerra
Presidente foi questionado se ataques à infraestrutura de energia do Irã não seriam crimes de guerra

O presidente dos Estados Unidos negou nesta segunda-feira (6) que ataques contra a infraestrutura de energia do Irã seriam crimes de guerra. Ao justificar a afirmação, ele pontuou que os iranianos "mataram manifestantes, são animais".
"Eles mataram 45 mil pessoas no último mês. Mais do que isso, podem ser até 60 [mil pessoas]. Eles mataram manifestantes, são animais. E temos que detê-los, e não podemos deixar que tenham uma arma nuclear. Muito simples", disse Trump a repórteres durante um evento de Páscoa na Casa Branca.
Em outro momento do evento, o presidente americano reforçou as ameaças contra o Irã, afirmando que tem opções ainda “piores” do que bombardear usinas de energia e pontes do país caso não haja um acordo para reabertura do Estreito de Ormuz.
“Eles não terão pontes, não terão usinas, não terão nada. Não vou detalhar mais, porque existem coisas ainda piores do que essas duas”, disse.
Trump estabeleceu como prazo a terça-feira, às 21h (no horário de Brasília), para que o Irã aceite o acordo.
No domingo (5), Trump fez uma ameaça em uma publicação com palavrões na Truth Social: “Terça-feira será o Dia das Usinas e o Dia das Pontes, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p**** do Estreito, seus malucos, ou viverão no Inferno – SÓ OBSERVEM! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP”.
*com informações da Reuters

