Jornalismo
Serviço Público: The Washington Post
Por desvendar o véu de sigilo em torno da caótica reforma das agências federais promovida pelo governo Trump e por relatar, em detalhes, os impactos humanos dos cortes e as consequências para o país.
Notícias de última hora: equipe do The Minnesota Star Tribune
Pela cobertura do tiroteio ocorrido durante uma missa de volta às aulas em uma escola católica, que deixou duas crianças mortas e 28 feridas, com reportagens impactantes, marcadas pela minúcia e compaixão.
Jornalismo investigativo: equipe do The New York Times
Por reportagens aprofundadas que expuseram como o presidente Trump ignorou as restrições a conflitos de interesse e explorou oportunidades de enriquecimento associadas ao poder, beneficiando sua família e aliados.
Reportagem de rua: Jeff Horwitz e Engen Tham, da Reuters
Pela reportagem inovadora e reveladora sobre a Meta, que detalhou a disposição da empresa de tecnologia em expor usuários, incluindo crianças, a golpes e manipulações por inteligência artificial.
Reportagem internacional: Dake Kang, Garance Burke, Byron Tau, Aniruddha Ghosal e Yael Grauer, colaborador da Associated Press
Por uma investigação global sobre ferramentas de vigilância em massa de última geração, criadas no Vale do Silício, aprimoradas na China e disseminadas pelo mundo antes de retornarem aos Estados Unidos para novos usos secretos pela Patrulha da Fronteira americana.
Reportagem de áudio: “Pablo Torre Finds Out”
Por uma forma pioneira e divertida de jornalismo em podcast ao vivo, que investigou como o Los Angeles Clippers aparentemente burlou as regras do teto salarial da NBA ao canalizar dinheiro para um jogador estrela por meio de uma startup ambiental.
Fotografia de destaque: Jahi Chikwendiu, do Washington Post
Pela série comovente e sensível que retrata a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel.
Livros, teatro e música
Ficção: “Angel Down”, de Daniel Kraus (Atria Books)
Um romance eletrizante sobre a Primeira Guerra Mundial, uma obra estilisticamente ambiciosa que mescla alegoria, realismo mágico e ficção científica em uma narrativa coesa escrita em uma única frase.
Drama: “Libertação”, de Bess Wohl
Uma mistura surpreendente de comédia e sinceridade que explora o legado dos grupos feministas de conscientização da década de 1970, usando a história da mãe da dramaturga para mostrar como o movimento surgiu da conversa e como qualquer pessoa que assista à peça passa a integrar essa discussão.
Não ficção geral: “Não Há Lugar Para Nós: Trabalhadores e Sem-Teto na América”, de Brian Goldstone (Crown)
Uma obra marcada por forte reportagem, análise e narrativa, focada nas questões que ajudaram a criar uma crise nacional de famílias sem-teto entre os chamados trabalhadores pobres.
Música: “Picaflor: Um Mito do Futuro”, de Gabriela Lena Frank (G. Schirmer, Inc.)
Estreada em 13 de março de 2025 no Marian Anderson Hall, na Filadélfia, a obra sinfônica moderna é inspirada nas experiências da compositora com os incêndios florestais na Califórnia e em lendas andinas. Os dez movimentos acompanham um beija-flor em tentativas de escapar de cataclismos, em uma reflexão sobre um futuro frágil.