Mauro Vieira aponta “paralisia” e diz que atuação do Conselho de Segurança da ONU é “moralmente inaceitável”

Ministro das Relações Exteriores do Brasil voltou a criticar a atuação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas

Brenda Silva e Gabriela Bernardes, da CNN, em Brasília
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a criticar nesta terça-feira (7) a atuação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele aponta uma “paralisia” no grupo, que tentou solucionar quando o Brasil ocupava a presidência rotativa.

“Em outubro, ocupamos a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que coincidiu com os trágicos desenvolvimentos em Israel e na faixa de Gaza.

Mobilizamos todos os nossos esforços para reverter a paralisia do principal órgão do sistema multilateral, em favor de uma solução para a alarmante situação humanitária na região”, afirmou.

“É lamentável, além de moralmente inaceitável, que uma vez mais o Conselho de Segurança não tenha conseguido estar à altura do seu próprio mandato”, completou Mauro Vieira.

A fala ocorreu no Brasil Investment Forum 2023 (BIF), em Brasília. O evento é promovido pelo governo federal com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Resoluções na ONU

A resolução brasileira para a guerra em Israel e na Faixa de Gaza teve alta adesão, mas acabou rejeitada após veto dos Estados Unidos.

No final de outubro, o Conselho aprovou uma resolução da Jordânia e dos países árabes por uma “trégua humanitária imediata” na guerra.

A presidência brasileira do Conselho teve duração de um mês e acabou no dia 31 de outubro. O Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros, sendo dez rotativos e cinco com assento permanente: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Os membros fixos têm poder de veto sobre resoluções do órgão.

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