Melania Trump se recusou a condenar violência em invasão do Capitólio, diz ex-assessora

Stephanie Grisham, ex-chefe de gabinete da ex-primeira-dama dos EUA, relata detalhes em seu livro 'Vou responder suas perguntas agora', com lançamento previsto para 5 de outubro

A ex-primeira-dama dos EUA, Melania Trump
A ex-primeira-dama dos EUA, Melania Trump Foto: Pool/CNN

Kate Bennettda CNN

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Melania Trump, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, se recusou a pedir paz e rejeitar a violência enquanto o prédio do Capitólio norte-americano era invadido em 6 de janeiro, disseram à CNN duas fontes com conhecimento dos eventos do dia.

As fontes disseram que a assessora de Trump, Stephanie Grisham, enviou a Melania uma mensagem de texto que dizia: “Você quer tuitar que protestos pacíficos são direito de todo americano, mas não há lugar para ilegalidade e violência?”.

Melania respondeu apenas com uma palavra: “Não”. Grisham detalha o relato em seu próximo livro intitulado Vou responder suas perguntas agora, de acordo com trechos publicados pelo site especializado Politico, na segunda-feira (13).

A CNN noticiou em janeiro que Melania estava na Casa Branca durante a insurreição, supervisionando uma sessão de fotos de um tapete que ela instalou.

Em nenhum momento, naquele dia, a ex-primeira-dama cancelou a sessão de fotos, nem falou publicamente sobre as atrocidades cometidas por partidários de seu marido, o ex-presidente Donald Trump, a três quilômetros de distância, no Capitólio.

Só em 11 de janeiro, cinco dias após a insurreição, Melania condenou em parte a violência.

Melania divulgou um comunicado na segunda-feira a respeito de Grisham para o Politico, em que diz: “A intenção por trás deste livro é óbvia. É uma tentativa de se redimir depois de um mau desempenho como secretária de imprensa, relacionamentos pessoais fracassados ​​e comportamento não profissional na Casa Branca. Por falsidade e traição, ela busca ganhar relevância e dinheiro às custas da Sra. Trump.”

Grisham foi uma assessora leal de Trump por mais de cinco anos, atuando brevemente como secretária de imprensa da Casa Branca antes de retornar à Ala Leste como chefe de gabinete de Melania no último ano do governo.

Ela renunciou ao cargo em 6 de janeiro, não muito depois de enviar a mensagem a Melania perguntando se ela gostaria de falar contra a violência no Capitólio.

O livro de Grisham está previsto para ser lançado em 5 de outubro.

Melania acordou para discurso do marido na noite da eleição

De acordo com outro relato no livro de Grisham, Melania Trump estava dormindo em seu quarto privado na Casa Branca na noite da eleição e Grisham teve que acordá-la para o discurso de seu marido, disse uma pessoa familiarizada com o conteúdo à CNN.

O Politico foi o primeiro a relatar o caso, no programa “Erin Burnett OutFront” da CNN na noite de segunda.

De acordo com Grisham, Melania Trump estava dormindo profundamente em seu quarto quando Grisham foi procurá-la para ela se juntar ao então presidente na Sala Leste para seu discurso na madrugada da noite da eleição.

Melania Trump acordou apressadamente, vestiu um terno e se juntou ao marido.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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