Metrô de Caracas retoma atividades após suspensão devido a terremoto
Transporte público da capital venezuelana havia sido suspenso preventivamente após réplica de magnitude 5,2 ocorrida no dia anterior

O Metrô de Caracas retomou a operação comercial plena em todas as suas linhas e estações na terça-feira (30), após uma suspensão preventiva motivada por uma réplica de magnitude 5,2 ocorrida no dia anterior.
As interrupções decorrem do catastrófico terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24 de junho, quando um tremor de magnitude 7,2 foi seguido, apenas 39 segundos depois, por um abalo principal de magnitude 7,5.
Os dois terremotos causaram danos generalizados em todo o país, especialmente em La Guaira e Caracas.
O sistema metroviário havia conseguido retomar as operações normais no domingo (28), mas uma nova réplica de magnitude 5,2 forçou as autoridades a interromper o serviço novamente, por precaução, em 29 de junho. Em 30 de junho, as inspeções de segurança haviam sido concluídas e o serviço comercial foi restabelecido em todas as linhas e estações.
Número de mortos passa 1.900
O número de mortos na Venezuela pelos terremotos chegou a 1.943, informou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país, nesta terça-feira (30).
Além disso, a quantidade de feridos quase dobrou, atingindo 10.571.
A organização não governamental Comitê Internacional de Resgate afirmou que “quase 50 mil pessoas” continuam desaparecidas em La Guaira e Caracas, sob os escombros de estruturas que desabaram.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que o sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão, com alguns hospitais danificados e outros com falta de pessoal após os tremores.
"As conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação e pelo aumento das filas de espera para cirurgias", destacou o porta-voz da organização, Christian Lindmeier.


