México considera injustas sanções dos EUA a quem vender petróleo a Cuba

Claudia Sheinbaum, presidente mexicana, reiterou apoio ao governo da ilha caribenha

Mauricio Torres, da CNN em Espanhol
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta segunda-feira (9) que seu governo continuará apoiando Cuba apesar das pressões dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que qualificou de “injusto” que o governo de Donald Trump exija e ameace impor tarifas adicionais aos países que vendam petróleo à ilha.

“Sim, sim haverá mais apoio. O povo do México sempre é solidário. Ninguém pode ignorar a situação que o povo de Cuba está vivendo neste momento por causa das sanções que estão sendo impostas a qualquer país que envie petróleo pelos Estados Unidos, de uma forma muito injusta”, afirmou a mandatária em sua coletiva de imprensa diária.

“Vamos ajudar o povo de Cuba, como sempre ajudamos, em qualquer momento, os povos que precisam”, insistiu, um dia após seu governo informar que enviou dois navios com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária.

Nesta segunda-feira, Sheinbaum afirmou que a maior parte dessa ajuda humanitária era composta por alimentos.

Além disso, como tem declarado nos últimos dias, ressaltou que o México está realizando gestões diplomáticas para continuar enviando petróleo a Cuba sem ser afetado por possíveis tarifas dos Estados Unidos, país que ela chamou a não adotar esse tipo de medida.

“É muito injusta essa sanção que está sendo imposta aos países que vendem petróleo a Cuba, muito injusta, não está certo, porque não estão corretas as sanções que afetam o povo. Pode-se concordar ou não com o regime de governo em Cuba, mas nunca se deve prejudicar os povos”, disse Sheinbaum.

“Nós vamos continuar apoiando e seguimos realizando todas as ações diplomáticas necessárias para recuperar o envio de petróleo, porque não se pode estrangular um povo assim, dessa maneira, é muito injusto, muito injusto. Então, um apelo para que não haja essas sanções”, acrescentou.

As declarações de Sheinbaum ocorrem enquanto Cuba atravessa uma situação complicada no abastecimento de energia, o que impacta outros setores, como serviços públicos e turismo, uma das principais fontes de renda do país. No fim de semana, o governo da ilha começou a fechar alguns hotéis e a realocar turistas devido à situação, segundo informou a agência EFE.

O acesso de Cuba a energéticos se agravou depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos no início de janeiro. A derrubada de Maduro deixou a ilha sem seu principal fornecedor de hidrocarbonetos, papel que o México começou a assumir.

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