Mídia do Irã nega que texto de acordo com EUA esteja finalizado

Informação foi repassada por fonte próxima à equipe de negociação; autoridades haviam dito à CNN que restava apenas aprovação de Donald Trump

Tiago Tortella, da CNN Brasil, em São Paulo
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A agência iraniana Tasnim negou nesta quinta-feira (28) que o texto de um possível acordo para avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos esteja pronto.

A informação foi repassada por uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana. A agência destacou ainda que as autoridades do país não enviaram confirmação sobre um possível "memorando de entendimento" aos mediadores do Paquistão.

"Se o texto estiver de fato finalizado, o Irã anunciará o assunto ao mediador paquistanês e à população", destacou a Tasnim, rebatendo o que chamou de "narrativa de fontes ocidentais".

Mais cedo, fontes disseram à CNN e à Reuters que os negociadores iranianos e norte-americanos haviam chegado a um acordo provisório para estender o cessar-fogo por 60 dias e desbloquear o Estreito de Ormuz -- faltando apenas a aprovação de Donald Trump.

Segundo autoridades ouvidas pela CNN, o memorando incluiria disposições para suspender as restrições em Ormuz, como navegação irrestrita de embarcações e o fim do bloqueio americano.

Além disso, daria início a um período de 60 dias para que fossem feitas negociações sobre o programa nuclear iraniano, o principal ponto que a Casa Branca quer debater.

Trump acusa o Irã de tentar construir uma arma nuclear, algo que o país do Oriente Médio nega veementemente, e diz que o principal objetivo da guerra é impedir que desenvolvam esse tipo de armamento.

No início desta semana, o presidente dos EUA voltou a pressionar para que o Irã entregue ou destrua seu estoque de urânio altamente enriquecido.

O produto poderia ser enviado ao território americano ou então eliminado ainda no Irã, em um processo que contaria com a Comissão de Energia Atômica, ou algum órgão equivalente, como "testemunha".

O destino do urânio seria um dos pontos abordados durante as negociações na possível extensão do cessar-fogo.