Milei pede apoio da oposição moderada para reformas após vitória eleitoral

Presidente também ponderou que terá que formar novo gabinete, já que alguns ministros foram eleitos para o Congresso

Lucila Sigal, Jorge Otaola e Walter Bianchi, da Reuters
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O presidente da Argentina, Javier Milei, pediu nesta segunda-feira (27) aos parlamentares da chamada "oposição moderada" que apoiem sua agenda de reformas durante os próximos dois anos de seu mandato.

A declaração é feita após o partido do presidente obter vitória nas eleições legislativas de meio de mandato, fazendo com que os mercados locais disparassem.

O partido La Libertad Avanza, de Milei, obteve 40,68% dos votos, em comparação com 31,69% da coalizão peronista, segundo os resultados oficiais. O presidente disse que o mais importante agora é a aprovação das reformas.

"O pior já passou. Vou buscar os votos que me faltam [no Congresso] para implementar essas reformas", destacou Milei ao canal de televisão local A24, referindo-se a possíveis alianças com parlamentares e governadores.

Ele reafirmou seus planos de promover reformas trabalhistas, previdenciárias e tributárias após fortalecer a presença de seu bloco em um Congresso anteriormente dominado pela oposição.

O peso argentino se fortaleceu 10%, chegando a 1.355 por dólar no início das negociações desta segunda. O principal índice de ações do país, o S&P Merval, saltou quase 20%.

Milei confirmou que fará mudanças em seu gabinete, muitas das quais "forçadas", já que alguns ministros agora serão integrantes do Congresso, mas observou que tem tempo até que os novos parlamentares tomem posse em 10 de dezembro.

A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, conquistou uma cadeira no Senado; o ministro da Defesa, Luis Petri, foi eleito para a Câmara dos Deputados; e o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, atuará como parlamentar na cidade de Buenos Aires.

"Tenho que formar o novo gabinete para negociar e aprovar as leis com as quais me comprometi com o povo argentino", reconheceu Milei.