Teste de mísseis antibalísticos foi bem-sucedido, diz Ministério de Defesa da China

Com crescentes tensões militares na região, país realiza seu primeiro exercício deste tipo desde fevereiro de 2021

Mísseis hipersônicos em parada militar chinesa em 2019
Mísseis hipersônicos em parada militar chinesa em 2019 Reuters

Jessie Yeungda CNN

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A China realizou com sucesso um teste de mísseis antibalísticos na noite de domingo (19), de acordo com o Ministério da Defesa do país.

Foi um míssil de médio curso baseado em terra testado dentro das fronteiras da China, disse o ministério em um breve comunicado, acrescentando que o teste era de natureza defensiva e não visava nenhum país.

Os sistemas de mísseis antibalísticos destinam-se a proteger um país de possíveis ataques usando projéteis para interceptar foguetes, incluindo mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs).

Isso marca o sexto teste conhecido da China de um míssil antibalístico baseado em terra, de acordo com o veículo estatal Global Times. O país vem realizando esses treinamentos desde 2010, normalmente realizando-os a cada poucos anos. Antes de domingo, o último ocorreu em fevereiro de 2021, segundo a mídia estatal.

A atividade ocorre em meio a crescentes tensões na região, com uma recente onda de testes de mísseis da Coreia do Norte, incluindo mísseis balísticos de curto alcance e um suposto ICBM. Autoridades sul-coreanas e norte-americanas também alertaram que o país pode realizar um teste nuclear em breve – o primeiro desde 2017.

O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, que assumiu o cargo em maio, prometeu adotar uma postura mais dura em relação à Coreia do Norte – e sugeriu que poderia instalar um segundo sistema de mísseis antibalísticos.

Em 2016, quando a Coreia do Sul anunciou que implantaria um sistema de defesa aéreo construído nos Estados Unidos provocou uma disputa diplomática com a China, que argumentou que o esquema colocaria em risco sua própria segurança nacional.

O sistema proposto foi projetado para derrubar mísseis balísticos curtos e médios e é usado pelos militares dos EUA para proteger unidades em lugares como Guam e Havaí.

No início de maio, a China criticou os EUA por implantarem mísseis balísticos de médio alcance na região do Pacífico, dizendo que isso causou um “impacto gravemente negativo” no controle internacional de armas.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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