Ministra da Finlândia diz que Otan deve manter a calma com Trump
Elina Valtonen afirma que a "frustração" do presidente americano foi essencial para que os aliados da aliança militar percebessem a seriedade da situação

A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, falou hoje à CNN em Ancara, na Turquia, onde está sendo realizada a cúpula da Otan deste ano.
Questionada sobre as reclamações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que alguns países da aliança militar não apoiaram a guerra contra o Irã ou não estão cumprindo a meta de destinar 5% do PIB aos gastos com defesa, Valtonen afirmou que a "frustração" do líder americano "foi necessária para realmente fazer com que todos os aliados percebessem que a situação é séria".
Segundo ela, a meta de 5% para os gastos com defesa "sempre foi a posição da Finlândia". "Acho ótimo que a Europa tenha aceitado, por assim dizer, a pílula amarga e esteja no processo de engoli-la", acrescentou.
A Finlândia é um dos membros mais recentes da Otan, tendo ingressado oficialmente na aliança em 2023.
A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, levou Helsinque a abandonar sua política de neutralidade e buscar proteção na organização, em uma decisão que mais do que dobrou a extensão da fronteira terrestre da Otan com a Rússia.
Valtonen afirmou hoje que os membros da aliança "precisam manter a cabeça fria neste momento", após o jornalista Nic Robertson, da CNN, perguntar sobre a forma como o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, lida com Trump.
“Acho que a forma como o presidente Trump apresenta suas ideias às vezes é um pouco diferente da, digamos, diplomacia tradicional à qual estamos acostumados nesses círculos. Mas, em muitos aspectos, ele tem razão ao exigir que a Europa faça mais”, afirmou.



