Ministro da Venezuela sinaliza vigilância sobre navios dos EUA no Caribe

Vladimir Padrino disse que o país se prepara para combater ameaças: "Quanto maior a ameaça, maior a preparação"

Reuters
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O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino Lopez, disse nesta segunda-feira (8) que o país está vigilante enquanto os EUA aumentam sua presença militar no sul do Caribe para combater o tráfico de drogas.

Padrino alertou que o uso navios, drones e helicópteros estão sendo acompanhados pela Venezuela:

"Estamos observando porque somos um povo vigilante, alerta, sem medo, sem medo. Mas estamos em alerta constante, atentos a qualquer situação que possa afetar nossa segurança física e ameaçar nossa soberania", disse ele.

O ministro disse ainda que a Venezuela se prepara para ameaças: "Estamos trabalhando duro para preparar o país. Quanto maior a ameaça, maior a preparação. Quanto maior a ameaça, maior a preparação", acrescentou ele.

Mobilização militar

No domingo (7), a Venezuela prometeu aumentar drasticamente as tropas nos estados costeiros para combater o tráfico de drogas — uma medida que ocorre depois que os EUA ordenaram o envio de mais 10 caças a Porto Rico para realizar operações contra cartéis de drogas.

Cerca de 10 mil soldados foram mobilizados nos estados de Zulia e Táchira, que fazem fronteira com a Colômbia, disse o ministro Vladimir Padrino, enquanto Maduro ordenou mais tropas na região de Guajira, no estado de Zulia, e na península de Paraguai, em Falcón, "uma rota de tráfico de drogas", de acordo com o ministro.

As tensões entre a Venezuela e os EUA aumentaram devido à nova abordagem do presidente Donald Trump para combater o narcotráfico ilegal.

Maduro acusou os EUA de buscar uma mudança de regime.

"Não estamos falando sobre isso, mas estamos falando sobre o fato de que vocês tiveram uma eleição que foi uma eleição muito estranha, para dizer o mínimo", disse Trump na sexta-feira (5), quando questionado por repórteres sobre o comentário de Maduro de que os Estados Unidos estavam "buscando uma mudança de regime por meio de ameaças militares".