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    Mulher é morta após uma discussão sobre a bandeira LGBTQIA+ pendurada em sua loja

    Laura Ann “Lauri” Carleton, de 66 anos, morreu após levar um tiro na noite de sexta-feira (18)

    Um memorial para Laura Ann Carleton é visto do lado de fora de uma loja de roupas em Cedar Glen, na Califórnia.
    Um memorial para Laura Ann Carleton é visto do lado de fora de uma loja de roupas em Cedar Glen, na Califórnia. Reprodução/ OnSceneTV

    Andy RoseAlisha Ebrahimjida CNN

    A dona de uma loja de roupas no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, foi baleada e morta após uma discussão sobre a bandeira de arco-íris do orgulho LGBTQIA+ pendurada do lado de fora de seu negócio, segundo informações da polícia.

    Laura Ann “Lauri” Carleton, de 66 anos, morreu após levar um tiro, na noite de sexta-feira (18), enquanto estava em sua loja – “Mag.Pi” – na cidade de Cedar Glen, a cerca de 129 quilômetros a leste de Los Angeles, disse o Gabinete do Xerife do Condado de San Bernardino.

    O suposto atirador também foi morto após “um encontro de força letal” com policiais quando o suspeito fugiu após o tiroteio, disseram as autoridades.

    “Os detetives descobriram que o suspeito fez vários comentários depreciativos sobre uma bandeira de arco-íris que estava do lado de fora da loja antes de atirar em Carleton”, disse o comunicado. Os investigadores não identificaram o suspeito; nenhum policial foi ferido no encontro.

    O ataque ocorre enquanto pessoas LGBTQIA+ e seus aliados enfrentam ameaças e atos de violência em “uma onda sem precedentes de legislações anti-LGBTQIA+ em 2023”, de acordo com a organização Human Rights Campaign.

    “Os americanos LGBTQIA+ estão vivendo em estado de emergência. As ameaças crescentes enfrentadas por milhões em nossa comunidade não são apenas percepções – elas são reais, tangíveis e perigosas”, disse o presidente do grupo, Kelley Robinson, em junho, quando declarou estado de emergência nacional para a comunidade.

    A dona da loja, Laura Carleton, não se identificava como LGBTQIA+, mas defendia “todos na comunidade”, disse a organização Lake Arrowhead LGBTQ+ em um comunicado. “Ela realmente vai fazer falta.”

    “Isso é absolutamente horrível”, disse o governador da Califórnia, Gavin Newsom, em uma publicação nas redes sociais sobre o tiroteio. “Esse ódio nojento não tem lugar na Califórnia.”

    Veja também – Análise: Suprema Corte dos EUA restringe direitos LGBTQIA+

    Defensora da comunidade e “amiga maravilhosa”

    O diretor de Hollywood Paul Feig prestou homenagem a Carleton, chamando-a de amiga maravilhosa.

    “Estamos todos devastados por seu marido Bort, sua família e a comunidade LGBTQIA+, para quem Lauri era uma verdadeira aliada”, escreveu Feig em um post no Instagram.

    “Essa intolerância tem que acabar”, disse. “Qualquer pessoa que faça discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ deve perceber que suas palavras importam, que suas palavras podem inspirar violência contra pessoas amorosas e inocentes. Vamos todos seguir em frente com tolerância e amor.”

    A loja de Carleton vende sapatos, roupas, joias, itens vintage e presentes.

    A carreira na moda começou cedo na vida de Carleton, quando ela trabalhava na loja de roupas de sua família e frequentava o ArtCenter College of Design, uma universidade particular de arte em Pasadena, Califórnia, de acordo com o site da loja.

    Carleton e seu marido foram casados ​​por 28 anos e compartilham “uma família mista de nove filhos”, de acordo com o site da loja. Os interesses do casal incluíam viagens, arquitetura, design, artes plásticas, comida e moda, diz o site.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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