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    Mulher morre durante caminhada no Grand Canyon após calor superior a 37ºC

    Algumas áreas do Parque Nacional do Grand Canyon chegaram a atingir temperatura de 46°C

    O Skywalk no Grand Canyon West tem uma ponte de vidro em forma de ferradura.
    O Skywalk no Grand Canyon West tem uma ponte de vidro em forma de ferradura. Paul Rovere/Getty Images

    Sara SmartLiz Enochsda CNN

    Uma mulher morreu no Parque Nacional do Grand Canyon enquanto tentava caminhar 13 quilômetros no domingo (2), informou o Serviço Nacional de Parques.

    A mulher de 57 anos estava caminhando perto da área de Tuweep quando ficou inconsciente, de acordo com um comunicado de imprensa do serviço do parque. Um guarda florestal a encontrou na segunda-feira (3), e ela foi declarada morta.

    A temperatura na área era superior a 37°C, e chegou a quase 46ºC em algumas áreas. Um alerta de calor excessivo está em vigor para as partes internas do Grand Canyon até quarta-feira (5).

    As pessoas são aconselhados pelos guardas do parque a não caminhar pelo cânion interno entre 10h e 16h durante os meses de verão, pois partes da trilha podem atingir mais de 49°C.

    O serviço do parque está investigando o incidente junto com o Mohave County Medical Examiner.

    Mortes relacionadas ao calor aumentam

    A morte da mulher ocorre menos de duas semanas depois que um padrasto e um de seus enteados morreram depois de caminhar sob calor extremo no Parque Nacional Big Bend, no sudoeste do Texas. As temperaturas na ocasião chegaram a 48°C.

    As mortes relacionadas ao calor aumentaram 74% desde 1980, segundo um estudo publicado em 2021. O calor extremo é o que mais causa mortes relacionadas ao clima, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA).

    “O que é mais problemático sobre o calor é que este é um problema climático sorrateiro porque mata muitas pessoas, mas não é impressionante como um furacão ou algo assim. Está acontecendo o tempo todo, então é sorrateiro”, disse à CNN o epidemiologista ambiental Tarik Benmarhnia, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

    Mais de 600 pessoas nos Estados Unidos são mortas por calor extremo todos os anos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

    No México, pelo menos 112 pessoas morreram como resultado de “temperaturas naturais extremas” desde março, segundo a secretaria de saúde do país.

    Como os humanos enfrentam temperaturas cada vez mais altas, as autoridades estão pedindo às pessoas que tomem precauções de segurança, incluindo manter-se hidratados, evitar deixar animais de estimação e crianças em carros desacompanhados e encontrar espaços internos frescos para esperar o calor passar.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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