Multidão de palestinos faz fila para receber ajuda humanitária em Gaza

Segundo o ministério da Saúde de Gaza, mais cinco pessoas morreram nas últimas 24 horas

Reuters*
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Dezenas de palestinos formaram uma longa fila do lado de fora de uma cozinha humanitária improvisada em Khan Younis, no Sul de Gaza, nesta segunda-feira (14), na esperança de receber uma porção de arroz ou lentilhas.

Hassan Abu Zayed, um homem de 62 anos, disse que esperava desde cedo por uma refeição para alimentar as crianças de sua família. Ele afirmou que, para muitos como ele, a ajuda permanece fora de alcance.

Segundo o ministério da Saúde de Gaza, mais cinco pessoas morreram nas últimas 24 horas. As novas mortes elevaram o número de mortos por fome para 180, incluindo 93 crianças, desde o início da guerra.

As agências da ONU disseram que os lançamentos aéreos de alimentos são insuficientes e que Israel deve permitir a entrada de muito mais ajuda por terra e facilitar rapidamente o acesso a ela.

 

A Cogat, agência militar israelense que coordena a ajuda, disse que, na semana passada, mais de 23 mil toneladas de ajuda humanitária em 1.200 caminhões entraram em Gaza, mas centenas ainda não foram levadas aos centros de distribuição de ajuda da ONU e de outras organizações internacionais.

Mais tarde, o exército israelense disse que 120 pacotes de ajuda contendo alimentos foram lançados em Gaza "nas últimas horas" por seis países diferentes em colaboração com o Cogat.

A assessoria de imprensa do governo de Gaza, administrada pelo Hamas, informou no domingo (3) que mais de 600 caminhões de ajuda humanitária chegaram desde que Israel aliviou as restrições no final de julho.

No entanto, testemunhas e fontes do Hamas disseram que muitos desses caminhões foram saqueados por deslocados desesperados e gangues armadas.

De acordo com autoridades israelenses, 50 reféns permanecem em Gaza, dos quais acredita-se que apenas 20 estejam vivos.