Musk reage com memes após atualizações do caso Epstein nos EUA

Bilionário fez publicações em meio à divulgação do Departamento de Justiça de memorando que aponta não haver evidências de que o acusado de tráfico sexual mantinha "lista de clientes" ou foi assassinado

Da CNN Brasil
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O bilionário Elon Musk reagiu com publicações nas redes sociais às informações do Departamento de Justiça americano de que o acusado de tráfico sexual Jeffrey Epstein não foi assassinado ou mantinha uma "lista de clientes".

Um dos posts, por exemplo, mostra um meme em que um homem aparece se maquiando de palhaço conforme são mostradas mensagens que vão de "Nós vamos divulgar a lista do Epstein" a "Não existe lista do Epstein".

Em outra publicação, Musk reage uma montagem que contrasta a conclusão do Departamento de Justiça desta segunda-feira (7) com uma declaração de fevereiro da procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, que disse que a suposta lista "estava em sua mesa".

"Cara, isso é pesado", escreveu Musk nesta segunda-feira.

Em outra publicação, ele reagiu a um usuário que escreveu: "O que aconteceu com “a lista de clientes está na minha mesa”? O que aconteceu com “os arquivos de Epstein parte 2”? O que aconteceu com aqueles fichários mágicos? Que farsa."

"Essa é a gota d'água", respondeu o bilionário.

Em outro post, Musk escreveu "Que horas são? Olha só, já é hora de ninguém-foi-preso de novo...".

Epstein se suicidou e não há “lista de clientes”

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (7) que não há evidências de que Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual, mantinha uma "lista de clientes" ou que ele foi assassinado.

O órgão também não planeja divulgar novos documentos sobre o assunto. O portal Axios foi o primeiro a noticiar detalhes da decisão.

Isso contrariaria promessas do presidente Donald Trump, que anteriormente falou sobre a divulgação de mais arquivos governamentais sobre o financista, além de ir contra anos de teorias da conspiração que circularam na internet.

“Esta revisão sistemática não revelou nenhuma ‘lista de clientes’ incriminadora”, afirma a nota.

“Também não foram encontradas evidências confiáveis ​​de que Epstein tenha chantageado indivíduos proeminentes como parte de suas ações. Não descobrimos evidências que pudessem fundamentar uma investigação contra terceiros não acusados", adicionou.

O departamento também divulgou 10 horas de imagens de segurança da prisão que mostram que ninguém entrou na cela de Epstein no dia em que ele cometeu suicídio.

Figuras da mídia de direita sugerem há anos que o governo americano está escondendo segredos relacionados a Epstein, que cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.

Alguns desses indivíduos insistiram, com entusiasmo, na teoria de que Epstein mantinha uma "lista de clientes" como forma de chantagem contra figuras poderosas que ele ajudou a cometer crimes semelhantes.

Após ser confirmada como procuradora-geral dos EUA no início deste ano, Pam Bondi rapidamente abraçou essas teorias. Ela chegou a afirmar em uma entrevista em fevereiro à Fox News que uma lista de clientes estava "em cima da minha mesa agora mesmo para ser revisada".

"Essa foi uma diretriz do presidente Trump. Estou revisando isso", ressaltou.

Logo depois, em conjunto com a Casa Branca, o Departamento de Justiça divulgou uma série de documentos relacionados à investigação de Epstein – sendo que quase todos já estão disponíveis em domínio público.

O governo americano até convidou influenciadores para obter informações em primeira mão sobre os documentos na Casa Branca, e fotos daquele dia mostram essas pessoas saindo da Casa Branca com pastas brancas com o rótulo "Os Arquivos Epstein: Fase 1".

Bondi prometeu que mais informações viriam, e agentes do FBI – muitos dos quais são designados para trabalhar em questões de segurança nacional – receberam ordens para trabalhar 24 horas por dia em um esforço frenético para revisar documentos e outras evidências para divulgação pública.

Mas logo o departamento parou de mencionar a divulgação, o que fez com que diversas pessoas "inundassem" as redes sociais do Departamento de Justiça e do FBI com pedidos de novas informações.

O diretor do FBI, Kash Patel, e o vice-diretor Dan Bongino, que questionaram publicamente a investigação antes de serem nomeados para seus cargos, começaram a mencionar em entrevistas que não havia evidências de que Epstein tivesse sido assassinado.

Bongino disse em maio que o vídeo da prisão, agora publicado online, é "claro como o dia".

(Publicado por Léo Lopes. Com informações de Hannah Rabinowitz, Kit Maher e Emma Canan, da CNN)