Na COP30, Alemanha defende aportes do país para financiamento climático
Custo para combater o aquecimento global é um dos principais temas de debate da cúpula em Belém

A Alemanha defendeu na abertura da COP30 suas contribuições financeiras para a política climática global nesta segunda-feira (10), em Belém.
O secretário de Estado alemão, Jochen Flasbarth, lembrou que, na semana passada, o governo alemão anunciou que contribuiria significativamente para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o mecanismo de financiamento lançado pelo Brasil para ajudar a preservar as florestas tropicais.
"A Alemanha desempenhou um papel fundamental ao longo do último ano e meio. Contribuímos financeiramente para a preparação desta COP e no que diz respeito ao TFFF", afirmou Flasbarth.
O representante também lamentou a ausência dos Estados Unidos na cúpula.
"Todos aqui e no mundo desejam que os EUA — como um dos principais poluidores, uma economia forte e um parceiro importante no multilateralismo do passado — voltem o mais rápido possível. Precisamos deles. Não gostaríamos de ver os EUA agindo de forma não construtiva e, claro, também não gostaríamos que fossem usados por outros meios para influenciar outras partes", disse.
Início da cúpula em Belém
A cúpula climática COP30 começou nesta segunda-feira (10). Na abertura da cúpula, o presidente brasileiro Lula afirmou que COP30 é momento de impor nova derrota aos negacionistas.
"Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas", disse Lula.
Em sua fala, o presidente afirmou ainda que é mais barato mobilizar recursos para países em desenvolvimento combaterem as mudanças climáticas do que gastar em guerras.
"Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, eles iriam perceber que é muito mais barato colocar US$1,3 trilhão para a gente acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado", afirmou.
O presidente disse que a comunidade internacional está no caminho certo para combater a emergência climática, mas que este trajeto está sendo percorrido na velocidade errada, fazendo também um apelo para que os países cumpram seus compromissos.
"Sem o Acordo de Paris, o mundo estaria fadado a um aquecimento catastrófico de quase 5°C até o fim do século. Estamos andando na direção certa, mas na velocidade errada. No ritmo atual, ainda avançamos rumo a um aumento superior a 1,5°C na temperatura global. Romper essa barreira é um risco que não podemos correr", avaliou.
"Faço um apelo para que os países cumpram seus compromissos."
Lula defendeu ainda a criação de um Conselho do Clima vinculado à Assembleia Geral das Nações Unidas como "forma de dar a esse desafio a estatura política que ele merece".
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/video-mostra-lugar-reservado-aos-eua-vazio-durante-cop30/



