Na França, papa Leão pede para Ucrânia e Rússia discutirem fim da guerra

Horas mais cedo, pontífice instou líderes europeus a fazerem concessões para alcançar paz; papa americano também criticou discurso sobre armas nucleares durante coletiva de imprensa

Joshua McElwee, da Reuters
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Oo papa Leão pediu nesta segunda-feira (28) para que Rússia e a Ucrânia se sentem à mesa e discutirem como encerrar a guerra na região, que já dura quatro anos, poucas horas depois de ter pedido aos líderes europeus — que buscam pôr fim a conflitos — que fizessem concessões para alcançar a paz.

O primeiro papa norte-americano também criticou líderes nacionais que, segundo ele, estão "começando a falar sobre armas nucleares e guerras cada vez mais destrutivas", ao falar em uma coletiva de imprensa a bordo do avião que o levava de volta a Roma, após uma viagem de quatro dias à França.

Leão afirmou que a Igreja Católica, com seus 1,4 bilhão de fiéis, tem a obrigação de clamar pela paz e pelo respeito à vida humana.

"A Igreja tem a responsabilidade de promover esses valores, convidando continuamente os líderes — tanto da Rússia e da Ucrânia quanto de outros países — a se reunirem, sentarem-se e dialogarem", disse o papa, que visitava a França.

Ele declarou que os líderes devem "buscar formas de resolver problemas sem dar continuidade a essas guerras, que já não fazem sentido".

"Não se trata de ser político ou não político; é preciso que haja uma voz que busque promover os valores da dignidade humana, a importância da vida e a possibilidade de, talvez, investir mais em saúde e educação e menos em armas", disse Leão.

Mais cedo, no mesmo dia, o papa afirmou que a Europa deve estar disposta a abrir mão de certas posições para alcançar a paz. A declaração foi feita em um discurso em Metz, na França, em que ele apresentou sua visão mais clara até o momento sobre o futuro do continente.