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    “Não cometi peculato e tenho que dizer à Assembleia”, diz presidente do Equador

    Guillermo Lasso conversou com a CNN sobre como enfrentaria um possível impeachment, a luta contra o narcotráfico e sua visão do país; veja alguns trechos da entrevista

    Da CNN em Espanhol*

    O Equador vive dias turbulentos devido ao aumento da taxa de homicídios no país, que segundo o centro de estudos americano, Insight Crime, aumentou 86% no ano passado. Sofre também as consequências de uma crise no sistema prisional que continua com uma espiral de violência e uma luta contra o narcotráfico que afeta cada vez mais a segurança da população.

    E no meio de tudo isso, há o turbilhão político em torno da figura do presidente Guillermo Lasso: a Assembleia Nacional do país está avançando com os procedimentos para cassá-lo pelo suposto crime de peculato. Assim, com um Congresso equatoriano de maioria oposicionista, o presidente pode enfrentar um impeachment em um futuro próximo.

    Guillermo Lasso conversou com Andrés Oppenheimer, da CNN, sobre como enfrentaria uma possível cassação do seu mandato, a luta contra o narcotráfico e sua visão do país. Estes são alguns trechos da entrevista.

    Dois modelos de governo

    “O que está acontecendo no Equador é um debate entre dois modelos: aquele, populista e totalitário, que nós, equatorianos, já conhecemos de 2007 a 2017, e um modelo que meu governo representa, que é um modelo democrático, liberal e humanista”, diz Lasso sobre o que está em jogo em seu país como resultado do processo de impeachment.

    “A democracia, a Presidência da República como instituição, meu governo e eu estamos sob ataque de uma oposição que não quer reconhecer as conquistas do meu governo em apenas 22 meses de gestão”, afirma, acrescentando: “eles querem me tirar porque sou desconfortável para muitos deles, não para todos”.

    “Tenho que defender minha honra também”

    Questionado sobre a instância que lhe resta se for destituído em um processo de impeachment, Guillermo Lasso responde: “Resolvi ir à Assembleia Nacional, me defender, porque também tenho que defender minha honra também, não cometi peculato e tenho que dizer a todos os membros da Assembleia. Depois disso, tomarei a decisão que considero mais adequada para o Equador”.

    Essa decisão inclui a figura constitucional conhecida coloquialmente como morte cruzada? Lasso afirma que não quis decretar porque pensou “que a estabilidade é o que nos permite baixar a inflação, alcançar o crescimento econômico, gerar empregos”.

    A morte cruzada é uma figura jurídica que faculta ao presidente dissolver a Assembleia Nacional para depois convocar eleições, a fim de renovar os Poderes Legislativo e Executivo.

    “Tanto o narcotráfico quanto a corrupção têm alguns membros da assembleia, não digo todos, alguns membros da assembleia, que direi publicamente no dia que eu for à Assembleia, eles têm seus representantes e também esses representantes desses grupos de corrupção e narcotráfico, bem, temos que enfrentá-los”, afirma o presidente.

    Guillermo Lasso, presidente eleito do Equador
    O banqueiro equatoriano Guillermo Lasso venceu as eleições e tornou-se o primeiro candidato a derrotar o correísmo desde a ascensão de Rafael Correa ao cenário político / Foto: Agência Press South / Colaborador

    “Eles não têm drogas para negociar”

    Lasso atribui em parte o aumento da criminalidade às atividades relacionadas ao narcotráfico. Ele garante que seu governo deu golpes significativos em termos de produção e apreensões, o que, segundo ele, equivale a uma média anual de 200 toneladas por ano.

    “O que está acontecendo? Que os grupos criminosos organizados, os presidiários, não têm drogas para traficar, não têm drogas. Então, sua capacidade criminosa muda para outros crimes, como extorsão, chantagem, tentativas de sequestro e também mortes violentas”, afirma.

    A Aliança do Pacífico

    Por que o Equador não faz parte da Aliança do Pacífico junto com México, Colômbia e Chile? O presidente Lasso diz sem escrúpulos: “porque o México não quer assinar um acordo de livre comércio com o Equador”.

    Segundo o presidente, o México “não quer aceitar banana como parte do acordo, nem camarão”. Estas são as suas razões.

    *A entrevista de Guillermo Lasso no “Oppenheimer Presenta”, da CNN, foi ao ar no domingo, 16 de abril.

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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